Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Vampirismo


A cada início de um novo governo, neste país dominado pela esquizofrenia política, os brasileiros são obrigados a assistir a um deprimente e imoral espetáculo: o cerco dos vampiros que se apoderaram do Estado brasileiro e que, de quatro em quatro anos, lutam encarniçadamente pelos pedaços do que deveria ser um país. Nenhum destes sugadores sequer finge. Não há pudor, nem encenação, uma vez que o assalto ao butim já foi institucionalizado e a única dificuldade reside na divisão dos imensos recursos gerados pelo trabalho dos cidadãos.

No vale tudo desta divisão, que sepulta as esperanças e o futuro do país, qualquer vampiro pode ser beneficiado, desde que apoie o governo de plantão. Entretanto, como soe acontecer nos regimes esquerdistas, na distribuição das benesses pagas com o dinheiro dos trabalhadores, há cotas, prioritariamente para aloprados, gente cuja face lembra cuecas, violadores de sigilos bancário, ratos do erário e suas amantes e filhos, coronéis interestaduais, et caterva.

Mas os vampiros são famintos, muito famintos. Quanto mais sangram e sugam, mais querem sugar. Em sua sede, infestam os cargos mais importantes do país, invadem as áreas técnicas essenciais para o desenvolvimento, roubam as competências dos especialistas, desconsiderando qualquer necessidade do povo.

Observando o cenário deste início de mandatos, em todas as esferas do governo, observa-se que os vampiros são sempre os mesmos. Alguns, já caquéticos, inclusive. Entretanto não abdicam do butim. Vão morrer agarrados ao erário, sem fazer nada pelo país que fingem representar. Afinal, vampiros que são só sabem sugar.

Enquanto o Brasil não se livrar desta praga, continuará sendo uma nação anêmica, para sempre sangrada por um grupo que não se vai nunca... Vampiros.

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