Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Alvíçaras...KIT GAY SUSPENSO! MAS NÃO DEU IBOPE!

Leia aqui esta notícia absolutamente singular: A presidente Dilma mandou suspender a distribuição dos diabólicos kits nas escolas.


E veja aqui o que já estava preparado para ser entregue nas mãos de crianças e pré-adolescentes.

Aqui, uma das funestas cartilhas completa.

Putz!

Você que tem todas as condições intelectuais de questionar o óbvio, de construir um raciocínio consistente e firmar uma via própria de pensamento, mas não o faz, é o alienado da história. É assustador diagnosticar a quantidade gigantesca destas pessoas que não têm consciência da importância da individualidade própria e ao mesmo tempo ignoram a existência da de outrem. Estes reprodutores de opinião, tentam, a todo o momento, imputar ao outro o pensamento previamente forçado a eles; e, caso falhem, rotulam o outro de alienado. Estão em um patamar abaixo dos que não têm a capacidade mínima de resistir aos candidatos e seus asseclas com suas imputações rocambolescas de futuro ideal. Estes, não têm culpa alguma de sua alienação são, usando de uma metáfora conveniente, crianças inocentes que aceitam balas de estranhos.
Não se trata aqui, de tentar encontrar um posicionamento político ideal para o país, e sim demonstrar que esse suposto posicionamento ideal é na verdade a média da soma de todos eles. Há de se respeitar os anseios dos outros, justo porque não sabemos qual a dimensão real dos problemas deles. Simplesmente considerar que seu modelo de mundo faz sentido ao seu próximo, mesmo que ele discorde nada mais é do que uma tentativa torpe de aliená-lo.
Não vivemos em uma sociedade livre de preconceitos, muito pelo contrário. Vivemos em uma sociedade onde os vários andares de nossa pirâmide social oprimem os que estão abaixo dele; uma sociedade onde um tipo de crença parece ignorar as outras, e pior, parecem não conceber que a sociedade, na verdade, é laica; uma sociedade onde quem diz ser censurado censura. Existe em nosso meio um repúdio ao outro tão extremado que nem sequer nos lembramos de nos questionar o porquê de repudiarmos. Talvez, se fizéssemos esse exercício simples de reflexão, teríamos a exata noção de quem são os alienantes e os alienados.

PROFESSORA LÚCIA, MUITO PRAZER!


Diante do escrevi sobre o MEC ensinar a falar e escrever errado, a professora Lúcia teceu os seguintes comentários pedindo-me que os mantivesse no BLOG.

 "È uma pena que tal crítica não passe pela análise da ciência linguística, ou... Pelo bom senso. Tal opinião está em voga: alguns limitados professores reiteram tal discurso. e fizeram tão logo ouviram a notícia (minimalista e tendenciosa, nos jornais - TRATA-SE DE UM LIVRO PARA JOVENS E ADULTOS. - Sou prifissional dessa modalidade. Confrontar tal fata é confrontar Paulo Freire e, inclusive, Brechara, que prima pela gramática discursiva: receber um aluno cujo contetxo de convivência social não o rotula como um cidadão portador de deficiências, mas valoriza sua fala, eleva sua auto-estima, É a crença em ser ouvido que nos leva a analisar o meio, o contexto e a nossa necessidade de melhorar - inclusive na fala (esse raciocínio se aplica aos que são massacrados pele selo da marginalidade social. E essa é a proposta de ações que já estão nas salas da EJA há muito... E muito bem sucedidas. Também não examinei o livro, portanto, não farei uma análise da situação como um todo. Mas posso falar, como profissional da modalidade, sim. O livro JAMAIS deveria ter sido analisado por crianças ou pelos professores da escola formal. a Educação de Jovens e Adultos tem suas especificidades como modalidade de ensino. A criança - em formação- é perfeita para absorver o correto, seja no falar de seus familiares, seja no livro; A autora não escreveu para as crianças e nem para a escola tradicional! Não sei se a autora determina APENAS que tal estrutura é correta e terminal. Suponho que não, visto que é professora e sabe do dinamismo do "aprender a falar". - Quero presumir que a partir ddo proposto, criar-se-ão as condições para - uma vez que o aluno não temerá falar ou escrever "errado" e esconder-se do julgamento do professor, do colega, da sociedade... Tenha então condições para progredir. É uma vergonha ver tanta gente - desde os jornalistas até o colega professor e o vizinho que mal terminou o Ensino Médio fazer juízo de algo sobre o que tão pouco se esclareceu... Lamentável. Talvez, se tais pessoas precisassem lidar com os menos privilegiados, para quem o falar é um rótulo de marginalidade, elas entendessem... Repito: não faço juízo do livro. Lamento o tratamento minimalista que recebeu. E sei que cientistas diversos estão debruçados sobre tais questões - e repito; O LIVRO É PARA ADULTOS QUE NÃO TÊM ESTUDO! ESTÁ ESCRITO NA CAPA!!!!! - QUE ELE SEJA AVALIADO NO TODO, E,PRINCIPALMENTE, EMPIRICAMENTE. Respeitaria opiniões (sociais, políticas, apolíticas, leigas...) se partissem de bases sólidas do conhecimento. O contrário. é algo que apenas lastimo. Quisera a mesma ênfase se desse4 ao Novo Código Florestal - tanto pela empresa - por opinadores diversos - quanto pela sociedade. Alí, sim, falando certo ou desviando-se da norma, nosso planeta/país está perdendo feio... E, atenção: copiar umato criminoso é crime (e não erro); copiar o falar do meio social ao qual pertence uma dada pessoa é desvio da norma padrão (e nãio "erro"). Ser cognitivamente competente para analisar um fato, saber falar e não preparar-se para fazê-lo aí, sim, eis o erro.

Aproveito para dizer estar ciente dos desvios de norma que cometi no texto anterior. Ainda assim, no calor da campanha, fico feliz de tê-lo feito e - suponho - fui compreendida. Quanto ao meu querido poeta e conterrãneo: Salve! Um texto que observa a alma humana tardará a morrer. 'O Bicho" mais do que a fome das víceras fala da fome da alma. Prof. Lúcia (O texto é usado em minhas aulas de EJA, bem como Patativa do Assaré e Asceso Ferreira - Seria o caso de aposentar tais desses nomes que imortalizaram o "erro" ???? )É uma reflexão, o que proponho. Não é um desafio. Sinceramente.

APÓS MINHA TERCEIRA LEITURA DO SEU TEXTO, ACRESCENTO EM LETRAS GARRAFAIS, COMO O GRITO QUE GOSTARIA DE EMITIR: O FUTURO DA NAÇÃO NÃO ESTÁ AMEAÇADO. O LIVRO É PARA ADULTOS QUE FORAM PRIVADOS DA ESCOLA, NO PASSADO DA NAÇÃO.
(CONFORME CONSTA DO PROJETO DO MEC E DA INFORMAÇÃO DE CAPA DO MATERIAL) E TAL RECURSO - TRATADO COM DESVIO DE QUALIDADE E DE FORMA DEFICIENTE E INCOMPLETA - SERVE PARA NÃO FAZER SEU USUÁRIO - ELES E NÃO AS CRIANÇAS DA NAÇÃO - SENTIREM-SE COMO "OS CONDENADOS AO SILÊNCIO" ATÉ QUE APRENDAM A FALAR E A ESCREVER COM "PERFEIÇÃO" DIGNA DOS BEM FORMADOS CIDADÃOS.


LAMENTÁVEL QUE TAL PODER DE RETÓRICA TENHA EMERGIDO DA MAIS PURA FALTA DE INFORMAÇÃO... ESPERO AO MENOS A CORAGEM DE MANTER POSTADOS OS MEUS COMENTÁRIOS (DESSA VEZ, COM MELHOR QUALIDADE NO RESPEITO À GRAMÁTICA NORMATIVA, POR TER CONTROLADO A MIINHA IN-DIG-NA-ÇÃO...)


P.S.: PENSEI EM POSTAR O E-MAIL, MAS PREFIRO MANTER CAUTELOSA DISTÃNCIA DE TÃO EFICIENTE JURISPRUDÊNCIA DO ERRO, DO ENGANO E DA ALIENAÇÃO."