Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

O meu Tocantins não é apenas um rio que corre para o mar...



O líder  do governo na Assembléia Legislativa diz que não há mais como adiar a votação das matérias em tramitação na Casa, sob pena de inviabilizar a administração do Estado.

O deputado Freire Júnior, do PSDB, líder do governo na Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins avalia que o governo já poderia ter avançado mais se tivesse um orçamento disponível para executar. O deputado aponta problemas graves em áreas importantes como saúde, educação e infraestrutura, onde serviços essenciais estão deixando de ser feitos por falta de orçamento. O tucano reclama que sem orçamento está difícil governar.

O líder do governo atribui o impasse ao ex-governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB), que enviou à Assembléia um orçamento impraticável. “O governo mandou um orçamento para cá que é uma peça absolutamente imprópria, inadequada, equivocada, superestimada na sua receita e subestimada na sua despesa no que diz respeito principalmente aos compromissos de pagamentos que deveriam ter sido feitos e não foram. A peça é um monstrengo”, critica o deputado, ressaltando que por esta razão os parlamentares da legislatura anterior se recusaram a votar a matéria.

Freire Júnior considera salutar o equilíbrio de forças no plenário da Assembléia, mas questiona a postura da oposição que obstrui a votação de matérias importantes para o Estado.


 “Estou sentindo aqui na Casa que, pela primeira vez, há um equilíbrio de forças entre oposição e governo, exatamente com 12 deputados de cada lado e nós ficamos então num impasse, ninguém ganha e todos perdemos, principalmente o Estado”, ressalta explicando que não há como protelar a votação das matérias do governo que desde o início de janeiro estão tramitando na Casa.

Em sua primeira experiência no Parlamento estadual depois de uma carreira de cinco mandatos de deputado federal, Freire Júnior confessa que ficou pasmo ao se deparar com algumas práticas da Casa como a realização de até oito sessões extraordinárias num período de duas a três horas, com intervalo de apenas dois minutos de uma pra outra.

Tenho um blog onde comento as belezas de meu Estado, mas neste espaço retrato os problemas do Brasil e dos brasileiros... Aqui  desabafo minhas mágoas históricas, minhas feridas interiores... Também as dores dos oprimidos...

Vamos lá! A Lei de diretrizes orçamentárias - LDO define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte, orienta a elaboração da lei orçamentária anual, dispõe sobre alterações na legislação tributária e estabelece a política das agências de desenvolvimento. Também fixa limites para os orçamentos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público e dispõe sobre os gastos com pessoal. 
Considerando que a finalidade da democracia é que as pessoas possam decidir suas próprias vidas e fazer as escolhas políticas que lhes concernem, e que ela se sustenta na Liberdade de Expressão,é que vou dizer o que penso.
Política não se faz contra a sua terra e sim contra pessoas que por um motivo ou outro seguem uma linha de pensamento diferente. Se os senhores não votam a LDO, vocês estão indo contra o seu Estado, contra seus eleitores, contra a terra que lhes dá guarida. E tenho dito!


ONDE?

Onde e quando perdemos o fio do novelo da decência, da verdade, da lisura, da honestidade, ensinado por nossos avós, pais, professores? 

Será que o perdemos quando lutamos pelo fim da ditadura, a volta da democracia e das Diretas Já? Será que achávamos que nossa parte como cidadãos já estava cumprida e deixamos de nos preocupar com o que governantes parlamentares e juízes fariam com a tal democracia cantada em verso e prosa?

Será que o perdemos quando nos acomodamos nos quesitos pensar e agir em benefício de todos e do país e passamos a olhar exclusivamente para nosso umbigo, nossos problemas e, como seres superiores, nada poderia nos afetar e que neste exato momento, ao acordamos desse torpor profundo e malfazejo percebemos que deixamos o novelo perder-se no pântano da letargia, dando lugar à esperteza, desonestidade, ilegalidade, como formas de viver num Brasil do futuro? 

Se pensarmos bem, demos a todos eles, poderes inigualáveis para legislarem em causa própria, governarem por decretos-lei, utilizarem do erário (nossos impostos) de maneira irresponsável e aceitamos julgamentos estapafúrdios do poder judiciário como se todos fossem donos e senhores deste país, e o que é pior, nos deixamos levar por promessas que quase nunca são cumpridas. Ano após ano, apenas observando distantemente. 

Será que nossa revolta com tantos desmandos é uma auto-crítica ao nosso pífio comportamento cívico e de cidadania durante esses 21 anos? 

Vemos a democracia chegar à maioridade e necessitando de tomada de decisões para que amadureça mediante a consciência plena de cada um de nós como responsáveis e agentes ativos para a sua consolidação com base na decência humana, no respeito às leis e na ética. 

E para capturarmos o novelo das profundezas, teremos que buscar dentro de nós a coragem, a união, a humildade e mais do que nunca, o patriotismo, tão abandonado e desprezado pelo cidadão brasileiro. 

DESESPERANÇA



É um estado de decadência. E antes que digam que política - tanto a ciência quanto a exercida pelos poderes da República - nada têm com isso, afirmo logo que tem sim. 

Não é que toda ação do homem é um ato político? Todas as decisões tomadas por quem deve tomá-las, em qualquer instância ou setor de um organismo social, são decisões políticas, e que afetam a vida de todas as pessoas daquela sociedade.

Com todo baticum do carnaval, e às vésperas de seu início oficial, uma explosão de violência toma conta do noticiário. Não se trata da guerra diária entre quadrilhas do tráfico. Não se trata de bala perdida em tiroteio. Não se trata de crime de máfia. Não se trata de contrabandista chinês rico com altas ligações com as esferas do poder nacional. É a violência vizinha. Aquela que pode acontecer na nossa rua. Na casa ao lado. Na praça ou na avenida principal da nossa cidade. É uma onda de violência que se realiza por falta de valores, pela ausência total da ordem moral ao nosso redor: honra, decência, retidão, integridade, espírito, têmpera. Vergonha na cara.

Um animal demente ao volante acelera e atropela mais de 20 ciclistas, como se fosse ele, a bola, e aqueles, pinos numa pista de boliche. Porque a manifestação atrapalhou o trânsito, ele se irritou e partiu pra cima. Não se trata de um bandido condenado, que tenha fugido da cadeia. É um alto funcionário do Banco Central, supostamente um cidadão acima de qualquer suspeita. 

Uma criança de 6 anos é seqüestrada e morta, asfixiada com um cadarço de sapato, pela amante do pai da menina. A acusada é uma jovem de 24 anos, com problemas de comportamento desde a adolescência. Ela, mãe de duas crianças. O pai, um professor de educação física que enfrenta a dor de saber que levou a destruição de sua família e de sua própria vida - nunca mais alguém normal se recupera de uma barbaridade assim - por sua própria falta de valores. Ele mantinha, dando sustento financeiro, a mulher que matou sua filha, há um ano. Ele remoerá isso até a sua própria morte. A assassina de uma inocente ficará presa, e seu crime destruiu duas famílias.

Um policial militar dirige por 5 km, na contramão, numa rodovia de alto movimento. Bate o carro, capota, e causa um acidente envolvendo outros 9 veículos, deixando vítimas em estado grave. Dentro do carro foram encontradas latas de cerveja vazias. O que se passou na cabeça dessa criatura, ninguém sabe. Hoje, é um criminoso no hospital, de onde sairá direto para o presídio militar. 

Um rapaz de 22 anos mata a facadas - uma faca comum de cozinha - o pai e a mãe. Outro irritadinho. Não queria mais ser pressionado pelos pais para arrumar um emprego. Logo após assassinar a facadas os seus pais, ele sai para uma loja de conveniências para comprar cerveja.

Tudo isso aconteceu nessa semana, de domingo até a madrugada de hoje, quinta-feira. (03/03/2011). Estamos num estado de torpor. Vemos e nem nos incomodamos. E quem se incomoda nada pode fazer. Não é politicamente correto. Não se pode mais ter valores religiosos. Você que tem a sua religião (e todas têm preceitos morais em sua doutrina) e a pratica, tem que fazer isso quase clandestinamente, pois é carola, é fanático, é quadrado, é careta, é antiquado. Não se pode mais educar os filhos, pois o estado tomou para si (e para seus próprios interesses, todos escusos) a responsabilidade. Não se trata de coibir abusos domésticos, trata-se de formar uma geração de pais e mães bananas, sem o pátrio poder, para que apenas o estado determine o que pode e o que não pode. É assim na China, por exemplo, onde o governo escolhe crianças para serem atletas, ginastas, artistas de circo e etc, e os tira de casa aos 4 anos para treiná-los. 

E você acha que seus filhos estão seguros na escola, porque o estado garante que lhes dará toda a educação necessária que ele, estado, considera que você não é capaz de oferecer, e lá nas dependências da escola eles têm manual de iniciação sexual à disposição. Ah, sim, e na saída da aula, podem pegar preservativos numa máquina, com a mesma facilidade com que você e eu pegamos uma Coca-Cola naquela máquina do shopping.

Mas nenhum de nós nos importamos com isso. Porque o estado nos garante a felicidade, e são coisas como essas aí acima que podem nos deixar infelizes. Logo, queremos o que o estado nos oferece: compramos um dinheiro caro através do crédito consignado, pré-aprovado, ao alcance de um saque no caixa eletrônico, para pagar as prestações que já assumimos (pelas quais já pagamos juros altos) de coisas que não precisamos. E tem até propaganda da CEF, um banco oficial do estado, com a musa da desfaçatez da desgraça da "justiça social nas comunidades", a Regina Casé, ensinando que você pega o financiamento para pagar outras dívidas, pagar impostos, mas sem se esquecer de tirar um pouco mais para curtir o carnaval. Porque ninguém é de ferro.

Muito melhor! Melhor Regina Casé saracoteando piadinhas do que qualquer outra que aponte para a depravação moral que se alastrou neste país, em nossa cidade, na rua onde a gente mora. Ah, sim, e na escola dos nossos filhos.