Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

15 DE NOVEMBRO


O 15 de Novembro, data em que se comemora a Proclamação da República, foi mais um desses momentos em que o povo foi alijado do processo histórico, talvez não por simples estultice, mas por  subordinação a um irresistível e desmedido  processo de violência simbólica, que tem sido amplamente utilizado na nossa história como forma de legitimar à dominação das elites, de modo a incutir nas massas a legitimidade desse processo. Teria sido assim que, “bestializado”, o povo assistiu a passagem do regime monárquico para o republicano, o que no final das contas, pouco ou quase nada alteraria no cenário político do país.
Mais de um século se passou e a trágica cena de usurpação do papel de protagonista da história nacional, que deveria ser exercido pelo povo, ainda se encontra em cartaz. O destino da “res publica”, lastimavelmente, segue nas mãos de uma minoria ávida por poder, pouco provida de escrúpulos e caráter, que não se cansa em sugar das veias de uma democracia ainda convalescente, recursos tão precisos, que seriam suficientes para sanar tantos males de que padece nosso povo.
Os vampiros do poder não se importam de rapinar de forma vil as riquezas do país. Entregam-na de maneira descarada e inescrupulosa aos interesses de grupos ímprobos – na farra das licitações se vão as esperanças de um Brasil socialmente mais justo. E o povo? Ele, o titular do poder na concepção clássica de república pós-iluminista, segundo uma concepção de “rousseauniana”, continua a assistir seus representantes agirem de forma contrária a seus interesses, pois, de fato, nas grandes decisões envolvendo o destino da nação, os interesses dos poderosos têm maior peso na balança decisória, configurando um totalitarismo disfarçado, que de democrático não tem nada.
Assim, infelizmente, a república no Brasil parece que resulta da confluência de uma situação econômica incompatível com o regime político democrático. Afinal, como esperar que um cidadão haja como “senhor do seu destino” se, por conta da fome, da miséria e de tantos outros males, este, fatalmente, é obrigado a vender seu bem jurídico mais precioso – o voto – em troca de algumas migalhas. Se é que, só para citar um exemplo, num país onde mais da metade da população vive em situação nutricional precária, se pode esperar que brasileiros, como muitos que se encontram perdidos por entre os rincões de pobreza deste Brasil a fora, possam se preocupar em refletir sobre a importância de datas comemorativas e seus significados implícitos, quando a grande preocupação do seu dia-a-dia é saber o que terá pra comer no dia seguinte.

Loterias



Sem querer questionar  a  lisura  dos sorteios  da  CAIXA,  porque  muito  já  se  falou  a respeito, chegando  a discussão  no  âmbito  do  Senado  Federal.



Agora, pouco ou  nada se  fala  do "CAMINHÃO  DA SORTE

Desde 1980, o Caminhão da Sorte percorre as estradas do país levando sonhos e demonstrando a transparência e a lisura das Loterias CAIXA. Atualmente, esse sistema móvel de sorteios conta com 2 unidades. Uma permanece na cidade-sede dos sorteios e a outra viaja até as cidades
para que apostas sejam realizadas até uma hora antes do sorteio. Você aposta, torce e confere o resultado ali, na sua frente. (Site da  Caixa)

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A idéia pode ter  sido  boa na  época de sua  criação, mas  hoje, será  que  ainda  continua  confiável?



É muito  dinheiro  em  jogo, e  a  fiscalização me  parece  um tanto  vulnerável.



Sugiro que este  caminhão, normas  e  procedimentos sejam repensados e  acabe-se de vez com  as suspeitas de que  há  algo  de  podre  no  ar das  loterias.



Quem não se lembra do caso “Anões do Orçamento”, que envergonhou o Congresso Nacional em 1994 e, particularmente, do mais cômico dos anões, o deputado João Alves, o “João de Deus”, que tentou justificar sua astronômica conta bancária por questão de simples sorte, ajuda de Deus, ter acertado mais de vinte vezes em jogos de loteria da Caixa?  



Até  hoje  não  ficou  esclarecido  a sorte  do  João  de  Deus , que  morreu  e  levou  com ele  o  segredo  do  milagre da  multiplicação.


Minha  opinião, é de  que  os sorteios  sejam feitos  em  Brasília  na sede  da  CAIXA e fiscalizados  por  auditores  da  Receita  Federal ,  presença de populares e representantes do  Ministério Público.