Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

MEU VOTO .

Porque quero que meu voto diga alguma coisa!

Se eu escolhesse este ou aquele político, talvez elegesse um ovo sadio para colocar na cesta de ovos podres. E todos sabem o que acontece...O problema não é que alguns políticos são podres. O problema é que a maioria está com costumes apodrecidos. Basta ver como votam e se protegem uns aos outros. Como conservam seus privilégios e suas impunidades até por crimes comuns. Por isso, voto nulo: quero dizer com meu voto que sou contra a podridão e não contra este ou aquele político podre.

Porque não quero votar em nulidades.

Os "representantes do povo" são apenas uma parte do governo. São os que deveriam fazer as leis em "nome do povo". Mas eles fazem em seu próprio nome e no interesse dos que deram o dinheiro para que se elegessem. E aceitam, passivamente, que o executivo legisle. O executivo deveria respeitar a vontade do povo, mas respeita mesmo é a lei do mais forte.

O judiciário, infelizmente, que seria a última barreira contra o arbítrio, julga por conveniência, pelo direito positivo apenas, seja legítimo ou não, justo ou não. Desconhece ou esqueceu os princípios da justiça, da eqüidade e da livre expressão das vontades nos contratos.

Em resumo: os cidadãos revestidos com cargos públicos se nulificam, perante a força dos poderosos.

Então, por que votar em nulidades?

Porque se sou contra a pena de morte, não tenho que eleger o carrasco

Seria inconcebível que se alguém fosse contra a pena de morte participasse da eleição do carrasco, não é mesmo?

E já imaginou se o argumento fosse o de escolher um carrasco mais simpático...ou mais humano?

É quase a mesma coisa. Se você é contra a corrente que lhe ataram ao pescoço, não se trata de escolher quem vai segurá-la, mas encontrar uma forma de se livrar dela...e de todos os que querem atar correntes em seu pescoço e segurá-la.

Porque não estou contra este ou aquele político: ESTOU CONTRA O SISTEMA POLÍTICO!

O Sistema Político que aí está é um perpetuador da corrupção, do nepotismo e da impunidade. Os partidos têm a reserva da representação e escolhem (e mal) as pessoas em quem você ou eu poderemos votar. E só podemos votar nos que eles já escolheram. Eleitos, quem os tira de lá? Só eles mesmos! Claro que  podemos pressionar. Mas se eles não quiserem, nada feito. Lembra? A maioria absoluta dos brasileiros disse em praça pública que queria eleições diretas. Mas quem decidiu foram umas centenas de parlamentares. Corruptos, traficantes e até assassinos, réus confessos, se abrigam sob a impunidade parlamentar. É o Sistema Político que está podre, absorvendo e apodrecendo a Sociedade, servindo de modelo e apodrecendo tudo em que toca.

Votar Nulo resolve?

Não, mas já é um começo. É um recado claro de que já sabemos que não adianta só eleger. Que queremos fiscalizar, que queremos voto optativo, que queremos o fim da impunidade, que queremos poder tirar de lá quem nos enganou, que queremos votar as nossas leis, que queremos menos impostos, menos governo, que queremos partidos responsáveis, que queremos poder eleger candidatos independentes dos partidos, que queremos ser cidadãos e não súditos. O Voto Nulo é só um recado. É só um começo. Mas já é alguma coisa. É o começo de uma tomada de consciência.

VOTO NULO! VOTO ÚTIL!

Quero que meu voto seja útil. Não utilizado por este ou aquele candidato para "arrumar" sua vida e a vida de seus apaniguados. Útil para dizer que não concordo mais com tanta impunidade, tanta roubalheira e tanta podridão! Que também quero: Reforma Política é Jurídica Já!!!

Me perdoem, mas é assim  que vou votar!



A palavra "idiota" vem do grego "idiótes" e era usada para designar quem não participava da vida política (Gilberto Dimenstein)

Um artigo do Gilberto Dimenstein, publicado em seu blog, resume parte do meu sentimento ao acompanhar o desfecho da luta entre os humoristas e a censura contra as piadas sobre políticos.

É interessante este assunto... Não consigo deixar de pensar que os humoristas estão é apelando. Afinal, que humorista consegue competir com o horário político? Tem que ser um gênio, com vários gênios na equipe criando roteiro para ganhar da baixaria generalizada que é o horário político. Um verdadeiro show de horrores.

É...mesmo assim é mais trágico do que cômico.

O Tiririca virou o símbolo da palhaçada que é o horário político. Todos falam dele, da dupla KLB, mulher Pêra, Esper, Maguila, Marcelinho Carioca, etc.

Mas o fato não é só o ridículo destes que se expõem ao ridículo propositadamente, para atrair aqueles votos de protesto.

O Tiririca é um dos menos piores. Ele é fruto de uma abertura equivocada, em nome da liberdade, que existe na política.

E que abertura é essa? É a regra que permite a eleição de gente despreparada para ocupar cargos.

Não é brincadeira quando se diz que nossa democracia é levada na gozação. É gozação mesmo. É piada, de mau gosto.

A democracia que permite a um inepto ser eleito para cargos de elevada importância é, na verdade, uma tentativa de esconder um de nossos mais sérios problemas: a falta de educação de nosso povo; o “emburrecimento” do brasileiro.

Se queremos que todos os brasileiros tenham igualdade, e condições para se tornar elegíveis, teríamos que preparar a todos. Teríamos que proporcionar educação, criar oportunidades. E não simplesmente banalizar o cargo público que será ocupado.

Não precisa exigir diploma, basta que para se candidatar o indivíduo, no mínimo, seja obrigado a se especializar durante alguns meses ou anos em algum curso preparatório para o cargo.

Afinal, está se candidatando a representante de uma cidade, região, estado, país, etc. Seja para o executivo como para o legislativo.

Seria o mínimo, mas isso beira a utopia.

Acho que o Tiririca não é dos piores pelo fato de estar esculachando. É a cara do brasileiro que perdeu a esperança na política.

Representa fielmente a imagem que a maioria dos brasileiros tem da política e dos políticos. O Tiririca é conseqüência e não a causa.

O duro é agüentar a mentirada, a cara de pau e o ridículo de alguns candidatos que não sabem diferenciar legislativo do executivo e do judiciário. Olhe com atenção algumas propostas de homens e mulheres que posam como sérios, preparados. E alguns já estão há muitos anos na política.
Sempre escutei a elite “intelectualizada” criticar a colonização cultural dos brasileiros. Torcem o nariz e, rancorosos, criticam tudo que é produzido pelos norte americanos.

Em alguns ambientes, parece até vergonhoso dizer que assistiu ou, pior, que gostou de alguma produção cinematográfica dos EUA. Para eles, você foi “colonizado”.

Mas, essa “intelectualha” petista não percebeu que eles foram colonizados por conceitos ultrapassados e por crenças invertidas.

Acho que o esforço enorme, feito por muitos durante anos e anos para levar o PT ao poder, os impede de analisar coerentemente os fatos.

Talvez estejam envergonhados por verem aquilo que se transformou aquela bandeira da honestidade. Ou, em outros casos, esperam se beneficiar com os companheiros no poder.

O fato é que sempre que se discute com alguns desses petistas, a primeira coisa que fazem é tentar desacreditar a mídia que os critica. A Veja não presta, a Época não presta, o Estadão não presta. A Folha de São Paulo, nem sempre, presta, os jornais econômicos (Valor, etc.) estão a serviço das multinacionais e por aí vai.

E seguem citando dados de ONGs - aqueles “imparciais” que sempre publicam e bradam informações falsas, com dados maquiados.

Bom, o fato é que estão colonizados, anestesiados, por uma situação incompreensível àqueles que param, mesmo que um pouquinho, para pensar.



Quando custa um parlamentar?


Câmara (513 deputados): de R$ 99 mil a R$ 115 mil mensais
Senado (81 senadores): de R$ 120 mil a R$ 148 mil mensais
Duas ajudas de custo

O subsídio dos senadores e deputados é pago todos os meses e eles têm direito a 13º, como qualquer trabalhador. Os senadores ainda ganham duas “ajudas de custo” no mesmo valor da remuneração deles nos meses de fevereiro e dezembro. Na prática, significa que eles ganham um 14º e um 15º salários todo ano. A reportagem não obteve respostas para saber se os deputados possuem a mesma ajuda, embora informalmente funcionários da Casa assegurem que sim.

Os principais benefícios parlamentares são as verbas que garantem o ressarcimento ou o pagamento de despesas como passagens aéreas, fretamento de aeronaves, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel de escritórios políticos, materiais de expediente, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, além da contratação de segurança privada.

Na Câmara, o chamado “cotão”, apelido da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), banca todas essas despesas e varia de R$ 23 mil a R$ 35 mil. Isso depende do estado do deputado e se ele exerce uma função de líder ou vice-líder partidário ou de presidente ou vice-presidente de comissão. O Distrito Federal tem as menores verbas (por conta das despesas menores com passagens) e Roraima, as maiores.

No Senado, a conta é mais cara. As verbas equivalentes às da Câmara – verba indenizatória, verba de transporte aéreo e cota de telefone fixo – variam de R$ 21.500 a quase R$ 44 mil. As verbas também variam de acordo com o estado de origem do senador.

Mas isso não inclui o limite de 4 mil a 79 mil correspondências mensais e a conta de telefone celular, que é ilimitada. A assessoria do Senado informa que os membros da Mesa e os líderes partidários têm direito ao dobro da correspondência a que fazem jus os senadores, por isso o valor máximo pode chegar a 159 mil correspondências.

Os 513 deputados e 81 senadores têm direito a morar em apartamentos funcionais. Caso optem por residir em hotéis, podem ser ressarcidos. Na Câmara, são R$ 3 mil mensais garantidos. No Senado, um pouco mais: R$ 3.800.

...Enquanto isso, os aposentados morrem de fome e os doentes nas filas do INSS passando humilhações, e os governistas falando que o país nunca esteve tão bem. 

 Fico imaginando. Nós (povo) somos mágicos mesmo. Conseguimos a incrível façanha de sobreviver com R$ 510,00 mensais e esse valor tem que ser suficiente para a moradia (já que não temos auxílio moradia), saúde (já que não temos planos de saúde inteiramente pago, sem limite), conta telefônica e celular (já que não temos auxílio para tal), fora alimentação, transporte, educação. Realmente somos mágicos... E,  omissos ...

SUGESTÃO
 Por medida de economia e de profilaxia devemos fechar o senado. Fiquemos apenas com o mal menor, a câmara dos deputados. Com o senado fechado economizaremos mais de 2,7 bilhões de Reais, reduziremos um pouco a corrupção e aceleramos o processo de elaboração das leis.








MILITARES MORALIZAM A BADERNA

Pois é, gente! Isso aí acima pode vir a ser título de primeira página dos grandes jornais! Estão  duvidando? Não demorará muito e vamos pintar a cara de verde e amarelo novamente (a volta dos caras-pintadas!) e organizar mobilização popular para pedir a volta do governo militar, diante de tanta bandalheira. Os “ratos do poder”, as “cobras de palanque” estão confundindo liberdade de expresssão com liberdade para corrupção. Mentem, mentem, roubam, roubam e depois gastam nosso dinheiro pra limpar a imagem suja com propagandas ofensivas à nossa inteligência.

Por derivação prefixal a palavra democracia significa governo do povo. Se desconsiderarmos essa história de prefixo grego, acho apropriado entender o termo no sentido aportuguesado mesmo: demo – cracia, isto é, governo do demônio.

Democracia não é issso que está em vigência no cenário político brasileiro, não meu senhores! Isso aí é bandalheira mesmo, é roubo, assassinato da ética, morte da dignidade humana, da vergonha na cara, do caráter; é o fim da política como “religião da Pátria“, como definia Bezerra de Menezes. Fora com esses ratos tão parecidos com aqueles porcos do livro “A Revolução dos Bichos, de George Orwel”. O barco está sem rumo! Deus nos salve porque a coisa está feia!



REFLEXÃO DO DIA

'ENQUANTO HOUVER NESTE PAÍS UM SÓ HOMEM SEM TETO, SEM PÃO E SEM LETRAS, TODA A PROSPERIDADE SERÁ NULA!"