Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Reflexão

“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.  Quem duvida disso não conhece a Natureza Humana”

Mikhail Bakunin ( 1814 – 1876)

DUROS TEMPOS

Ao longo de sua história, nossa sociedade foi e é marcada pela generalizada violência política e econômica. Nosso sistema político e econômico,a serviço de seus construtores, criam um povo de pobres ignorantes e mortos de fome, controlados por assistencialismo, entretenimento, deformação ideológica e repressão física. Nosso sistema político e econômico, por fim, transformam as pessoas em mão-de-obra escrava para o trabalho e massa de manobra política.
 A violência política e econômica é uma exigência absolutamente necessária para que nosso povo seja mantido na escravidão e para que nossa sociedade possa ser dominada por uma minoria abastada. Mas têm uma contrapartida: a violência social. É um grande equívoco pensarmos que a  criminalidade popular decorre de uma suposta maldade inata à natureza humana.
A violência social é conseqüência direta da violência política e econômica.
Nosso povo é escravizado, manipulado, explorado, marginalizado, empobrecido, enganado; até para comer porcamente, tem de se humilhar ao extremo, inclusive roubar. Além disso, a televisão nos repassa um consumismo massivo e supérfluo, para o qual o ser é definido pelo ter, bem como, por meio de seus filmes e novelas, fomenta a violência e a putaria. E nossos políticos, por sua vez, com sua generalizada corrupção, fomentam a própria corrupção popular (“se político rouba impunemente, então eu também vou roubar!”), além de nos transformarem em mão-de-obra escrava para o trabalho e massa de manobra política.

A violência social, percebam, vai ser uma conseqüência direta da violência política e econômica às quais nosso povo está submetido.