Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

A questão não é homofobia: é falta de decoro!




Inversão de valores: travesti constrange menina em banheiro feminino e o estado e a mídia atacam o estabelecimento.
 Eu passei este fim de semana extremamente indignada com o episódio do safado que adentrou o banheiro feminino de uma pizzaria em São Paulo.
Para quem não sabe, trata-se do cartunista Laerte, da Folha de São Paulo, um marmanjo – mais, propriamente, um velho (!) para quem a idade já deveria ter lhe recomendado a criar um pingo de vergonha na cara – e que, por ter dado na telha que em um determinado dia seria uma mulher, arrostou para si o direito de impor suas fantasias sexuais às demais pessoas, para extremo constrangimento das mulheres e meninas presentes naquele estabelecimento.
Não obstante, ainda mais perturbador foi ter tido conhecimento do estado de submissão a que se prostraram os donos do estabelecimento: primeiro, por terem usado da maior urbanidade possível - ao nível da imploração - para com o indignadíssimo e irredutível traveco para que utilizasse do banheiro masculino; em seguida, após o fato ter se tornado público, justamente por meio de divulgação enviesada por parte da Folha, cujos colegas tomaram as dores do boiola cretino, quando receberam a notícia de que serão processados pela Secretaria de Justiça do estado de São Paulo, por alegada violação 10.948/2001, sobre discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.
O estado de idiotice generalizada de nossa sociedade parece ter chegado ao fundo do poço! Em tempos passados, qualquer homem decente e presente no local já teria se apresentado para dar um pito no sujeito sem-vergonha e ao menor sinal de piti já teria lhe desferido um direto no nariz!
Imaginem que o veado velho do cartunista Laerte disse que pratica “crossdressing” (usar roupa do sexo oposto), mas não tem preferência por um banheiro específico: "É uma questão de contexto, de como estou no dia. Não quero nem ter uma regra nem abrir mão do meu direito" Haja óleo de peroba! Haja soberba!
Quer dizer, “seu” Laerte, que agora eu posso decidir por mim qualquer coisa e isto me confere automaticamente um direito de tal maneira que os outros é que vão ter de me aturar? Então, se eu fantasiar que sou a “presidenta”, posso ir lá subir a rampa do planalto, que serei recebida de tapete vermelho?
Ora,um homem vestido de mulher é um homem. Um homem maquiado e com peitos de silicone ainda é um homem, assim como permanece sendo um homem aquele que se mutila para sempre. Só será mulher no dia em que se inventar uma injeção de modificador de DNA! Por quê isto não é tão óbvio? Porque as pessoas se permitiram tornar estúpidas até um ponto onde nem se lembram mais de quando tinham juízo!
Eu mantenho a minha posição pessoal de que o gaysismo é pecado, mas respeito o livre-arbítrio de qualquer um, eis que sou um defensora intransigente das liberdades individuais. O movimento gay, por sua vez, acusa, persegue e processa todo aquele que não se sujeita aos seus caprichos, rotulando-os, logo de cara, de praticar “homofobia”. Só que, no entanto, é preciso que as pessoas sejam esclarecidas do cerne da questão: não se trata de ódio ou discriminação contra homossexuais, mas sim da questão do decoro público. Aí está o problema oculto.
O que os militantes gays exigem é que suas perversões - em público – sejam admitidas como a mais nobre expressão da decência, e observem como têm conseguido com isto lograr a primazia de suas convicções em relação ao direito de qualquer outra pessoa comum - a ponto mesmo de conseguirem o apoio formal do estado, na forma de uma diligente secretaria especializada.
Vou dizer sempre: está na hora dos pais e mães e mesmo os solteiros decentes começarem a exigir decoro! Não é questão de homofobia; é questão de falta de decoro! Que os gays restrinjam as suas fantasias sexuais da hora aos seus espaços privados!

NELSON RODRIGUES DISSE:

Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes 'É proibido proibir' e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais.

Mestre da Incompetência

Mesmo que você seja o mais ferrenho militante petista e beije o chão onde Lula pisa, não será possível a você encontrar uma única razão para elogiar ou referendar a gestão do Ministro da Educação Fernando Haddad. Escolhido por Lula e abraçado carinhosamente pela cúpula petista, como se fosse uma das maiores mentes da educação no Brasil. Fernando Haddad só pode ser considerado uma unanimidade em um quesito: sua extrema incompetência.

Afinal, sob sua gestão desastrosa a educação no Brasil chegou às raias do surreal. Perdemos doze posições no ranking educacional da ONU e só estamos à frente de nações africanas e países infinitamente pobres. Além disso, algumas nações sem nenhuma expressão social, política e econômica (como Trinidad e Tobago, por exemplo) estão na nossa frente em matéria de educação pública.

Ver e ouvir autoridades rasgando elogios a Fernando Haddad nos jornais, revistas e na televisão causa tal estranheza que o fato só pode corroborar os boatos de que a destruição de nosso sistema educacional é “coisa feita” e um dos principais alvos do governo petista.

Mesmo reconhecendo que a educação no Brasil pós 1964 vem decrescendo de qualidade a olhos vistos, fica impossível negar que nesses dez anos de administração petista a coisa tomou corpo e chegou às raias do impensável.

Cartilhas ensinando a “magia” do sexo anal distribuídas para crianças em tenra idade; livros didáticos contendo palavrões, incitação à violência e erros de português dantescos oferecidos como “nova regra” a fim de evitar o “preconceito linguístico”, além dos constantes fracassos na elaboração de uma simples prova como o ENEM; foram os “pontos altos” da gestão Haddad.

Como imaginar que tal incompetente pode ser levado a sério para a gestão de algo tão complexo quanto uma cidade, um estado ou uma nação? O currículo de Haddad, ao invés de referendá-lo, na verdade fornece todos os motivos possíveis para bani-lo completamente da vida pública brasileira. Seu retrospecto no cargo, verdadeiramente, sequer o capacitaria para um “carguinho” administrativo de “auxiliar de qualquer coisa” em uma empresa privada.

Sempre que foi confrontado pelos resultados de sua própria incompetência, Haddad, usou e abusou das mais estapafúrdias, esfarrapadas e descaradas desculpas. A culpa sempre era do próximo ou, com estranha frequência, nada havia acontecido e errado. O mais grave nisso tudo nem é a patente incompetência do ex-ministro (isso é culpa de quem o manteve no cargo) é a sua incapacidade de identificar que cometia erros absurdos e vergonhosos à frente de sua pasta. Da mesma forma, é também grave e perigoso o verdadeiro circo de fantasias criado pela cúpula petista em torno dele. Isso porque, a incompetência elogiada, e premiada – quando dona de um cargo onde encontre o poder – normalmente resulta em desastre e sofrimento para os menos protegidos.

Como fica fácil perceber, o legado de Haddad na educação brasileira terá em seu sucessor, Aloísio Mercadante, um representante a altura. Pois, ambos sofrem do mesmo mal: incompetência crônica. Sendo que Mercadante ainda tem seu status agravado pela total ausência de brios e a subserviência suprema ao que lhe determinam os mestres que puxam seus cordéis.

Com a insistente e perversa mania de premiar a incompetência e a obediência cega aos desígnios da cúpula petista, Lula e o PT jogam ao chão a educação pública e agora ameaçam encher os estados e municípios com marionetes treinadas em obediência total e cegos seguidores das mentes por trás dos cordéis.

Evidentemente, em uma retrospectiva histórica, esse plano de poder é o mesmo adotado em outros países que optaram pelos moldes políticos preconizados pela antiga URSS. Sabemos que, por mais que desejam negar, a cúpula petista de hoje teve suas bases ideológicas e seu aprendizado de técnicas de governança calcado nesses preceitos. Antes que você, caro militante, queira contestar isso; lembre-se que todos os membros desta elite atual do PT – exceto talvez Lula – fizeram cursos e mais cursos sobre gestão política e técnicas de governança (sem falar em táticas de guerrilha e terrorismo) em Cuba e na própria União Soviética.

Em todo regime autoritário, seja ele inspirado pelo mais bitolado esquerdismo ou a mais falsa direita ufanista, é na educação que se fundam os primeiros pilares para a efetivação das diretrizes partidárias e do plano de poder. A destruição da capacidade de discernimento da população; o impedimento do raciocínio questionador; a criação de verdadeiros zumbis intelectuais, facilmente manipuláveis, e a criação de verdades incontestáveis é sempre o objetivo maior de qualquer regime autoritário. E isso se faz pervertendo e destruindo o sistema educacional público de uma nação.

E, nesse sentido, Haddad foi um mestre.






PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

A favela, digo comunidade, carioca está livre dos traficantes? Ah! Que alívio, que felicidade!

O país assiste, emocionado, o sucesso dos responsáveis pela segurança pública nas favelas (perdão, comunidades) da cidade do Rio de Janeiro. A mídia não se cansa de mostrar as mudanças efetivadas pela ação conjunta de polícias e forças armadas nestes locais.

Entretanto, o povo brasileiro não consegue se emocionar com a violência crescente no miserável espaço que cerca Brasília; também não se sente tocado pela criminalidade na tríplice fronteira; da mesma forma, nem percebe a miséria ancestral dos cidadãos (?) nos estados amazônicos, dominados por donatários cada vez mais ricos e poderosos.

Assim como não consegue se emocionar com estas desgraças (perdão, pelos termos dramáticos), o povo brasileiro parece incapaz de fazer umas perguntas básicas:

Por que as mesmas forças usadas na cidade do Rio não são utilizadas em Águas Lindas (GO), cidade dormitório ao lado de Brasília, uma das mais violentas do Brasil?

Por que estas forças não se unem no Pará para “desalojar” os desmatadores, os grileiros, os assassinos de gente ligada à defesa do meio ambiente?

Por que as cidades fronteiriças de Mato Grosso ou do Acre, dominadas por contrabandistas e traficantes e outros criminosos não são “ocupadas” pelas forças de segurança unidas, tal qual foram as favelas, perdão, comunidades a cidade do Rio?

O povo brasileiro não pensa nisso. Não pergunta, não fala.

E os supostos representantes deste povo, em Tocantins, Goiás, no Paraná, em Mato Grosso, no Pará, seja lá onde for neste país, que deveriam fazer estas perguntas, nada fazem, ocupados que vivem com seus negócios e seus interesses. Afinal, neste país, políticos trabalham para si e não lhes sobra tempo para pensar em povo e suas constantes e ínfimas misérias.

Aqui no Tocantins, por exemplo, não vi nenhum deputado exigir, no plenário, estadual ou federal, que o entorno do DF fosse “ocupado” pelo aparato que chegou a Rocinha ou ao Alemão. E no tal entorno, meu amigo, há muitos anos, a morte violenta é a mais constante presença.

Ai, pobre povo que vê o cisco no olho do outro e não o tijolo que o vitima todo dia, todo dia...


Somos reféns...

Se fosse o caso de existir oposição no Brasil, algum oposicionista teria argumentos válidos para criticar os regimes impostos aos cidadãos da Venezuela, de Cuba ou de Mianmar? A resposta é não. O Brasil vive, há mais de oito anos, sob a ditadura dos acovardados, dos corruptos e dos vendidos.

Na civilização ocidental, a principal característica das democracias reside na existência de uma oposição organizada, capaz de incomodar os governantes e, mais importante, capaz de ser a trilha para as manifestações de insatisfação daqueles que são representados pelas câmaras legislativas.

Estados onde a oposição é fraca, omissa ou conivente nada mais são que ditaduras disfarçadas. Governos que consideram a oposição como inimiga, não passam de tiranos disfarçados. Os exemplos deste tipo de oposição e destes tiranos se repetem na história das nações e, infelizmente, o Brasil não aprende.

O vergonhoso congresso nacional brasileiro que, há muito tempo se afastou dos cidadãos, vendeu-se ao executivo, por medo, por interesse pessoal, por fraqueza, por omissão.

Os cidadãos brasileiros são reféns. Em consequência da conduta dos seus representantes – falsos - vivem, hoje, em plena ditadura, tanto quanto os cubanos e os venezuelanos, cujos representantes se venderam ao tirano do momento.

Vampirismo


A cada início de um novo governo, neste país dominado pela esquizofrenia política, os brasileiros são obrigados a assistir a um deprimente e imoral espetáculo: o cerco dos vampiros que se apoderaram do Estado brasileiro e que, de quatro em quatro anos, lutam encarniçadamente pelos pedaços do que deveria ser um país. Nenhum destes sugadores sequer finge. Não há pudor, nem encenação, uma vez que o assalto ao butim já foi institucionalizado e a única dificuldade reside na divisão dos imensos recursos gerados pelo trabalho dos cidadãos.

No vale tudo desta divisão, que sepulta as esperanças e o futuro do país, qualquer vampiro pode ser beneficiado, desde que apoie o governo de plantão. Entretanto, como soe acontecer nos regimes esquerdistas, na distribuição das benesses pagas com o dinheiro dos trabalhadores, há cotas, prioritariamente para aloprados, gente cuja face lembra cuecas, violadores de sigilos bancário, ratos do erário e suas amantes e filhos, coronéis interestaduais, et caterva.

Mas os vampiros são famintos, muito famintos. Quanto mais sangram e sugam, mais querem sugar. Em sua sede, infestam os cargos mais importantes do país, invadem as áreas técnicas essenciais para o desenvolvimento, roubam as competências dos especialistas, desconsiderando qualquer necessidade do povo.

Observando o cenário deste início de mandatos, em todas as esferas do governo, observa-se que os vampiros são sempre os mesmos. Alguns, já caquéticos, inclusive. Entretanto não abdicam do butim. Vão morrer agarrados ao erário, sem fazer nada pelo país que fingem representar. Afinal, vampiros que são só sabem sugar.

Enquanto o Brasil não se livrar desta praga, continuará sendo uma nação anêmica, para sempre sangrada por um grupo que não se vai nunca... Vampiros.

Mudar o código para que?

No que depender da classe política, com o apoio da classe jurídica e da dita intelectual – todos com o senso comum bastante modificado pelo suposto pensamento “politicamente correto” -, o crime organizado e a desestruturação familiar têm tudo para se ampliarem.


Alguns balões de ensaio lançados pela bem intencionada Comissão Especial do Senado para a reforma do Código Penal indicam que o Legislativo brasileiro tende a propor mais rigor na punição de crimes, contraditoriamente, para gerar ainda mais rigor seletivo – o que acaba “valorizando” algumas ações ou atividades que passam a ser criminosas.


Vide a intenção de criminalizar a exploração do jogo do bicho e de caça-níqueis. Por acaso o fim da contravenção vai impedir a lavagem de dinheiro, a corrupção, o contrabando e os diversos tipos de tráfico? Evidente que não!


Na verdade, prepara-se o terreno para que a jogatina, que pode acabar legalizada no Brasil a qualquer momento, se torne mais uma atividade completa e estatalmente controlada pelo Governo do Crime Organizado em parceria com grandes máfias transnacionais que parecem empresas honestas e idôneas.

Outra gritante imbecilidade é a oficialização da suposta homofobia. O plano é considerar a homofobia um crime para ser punido como racismo ou qualquer agressão física ou verbal. Por trás da invenção deste crime se esconde mais uma tática de geração artificial de ódios e violências que não são praticadas pela maioria da sociedade brasileira.


Nessa mesma linha de desestruturação segue a intenção de ampliar os casos em que o aborto é legal. A tática abortista – que vai contra a vontade da maioria dos brasileiros – é gradual. A Engenharia Social, baseada em supostos princípios socializantes, dispõe de todo tempo do mundo para transformar, de grão em grão, a maioria em idiotas defensores e praticantes de conceitos errados.

Primeiro, vai se permitir a interrupção da vida em casos graves e irreversíveis de anomalias físicas e mentais. Depois, vai se flexibilizar a aceitação do aborto em casos de estupro ou risco de morte da gestante. Daí para a liberação geral do aborto é só um pulinho. A mídia já colabora para ampliar os viciados em sexo que cada vez mais contribuem para a explosão irresponsável da natalidade – sobretudo entre os jovens.


A Comissão do Novo Código Penal também avança para propostas que representam terríveis retrocessos. Na melhor das intenções, a comissão vai propor o aumento de um sexto para um terço do prazo mínimo para progressão de penas de condenados por crimes hediondos. Na teoria, ideia é excelente. Na prática, só agrave o problema da cara e eneficiente “política” carcerária no Brasil.

Hoje, ficar mais tempo na cadeia, mantendo o exército marginal de manobra, é interessante para o Governo do Crime Organizado. Os pagadores de impostos financiam a hospedagem. As masmorras não recuperam os seres humanos. Nos presídios brasileiros, a privação da liberdade é flexibilizada por regalias controladas pelas facções criminosas que só crescem e prosperam.


Outra promessa curiosa da comissão é criar um tipo penal específico para organização criminosa. A associação para fins ilegais se tornaria crime grave, a ser punido com penas mais altas. O cachorro continuará correndo atrás do próprio rabo... Se o crime compensa, não importa se a pena aumenta ou não. 


Vale a pena acompanhar, atentamente, o trabalho de 16 procuradores, juízes e advogados que fazem parte da comissão criada em setembro do ano passado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp. O anteprojeto de reforma deve ser concluído em maio e apresentado ao Senado para discussão.

Mas não adianta ter ilusão. Como somos passageiros e não pilotos do ônibus social, tudo que vai ser aprovado no Novo Código Penal já está decidido pelos lobistas dos donos do poder. Tudo é jogo de cena no teatrinho de marionetes do João Minhoca. Nada vai mexer na essência do Governo do Crime Organizado. Mudar o código ou não fará diferença nenhuma... 

SEI LÁ...

Eu tinha idealizado escrever sobre a tragédia das chuvas que volta a assolar a Região Serrana do Rio, parte de Minas e alguns outros estados do país. Mas, uma situação ainda mais trágica e verdadeiramente dantesca chamou minha atenção por se tratar de um absurdo inominável.
Um agente de saúde paulista está preso há dois meses por ter sido acusado de assaltar um carro de entregas à mão armada. Ele foi reconhecido pelo motorista do veículo e preso pela polícia nove dias após o ocorrido.
Até aí tudo bem. Criminoso reconhecido e polícia executando o seu papel de prendê-lo. O único problema é que a única forma do acusado ter cometido o crime imputado a ele é ter descoberto a chave para a dobra estelar ou para o teletransporte e desafiado todas as leis da física conhecidas pelo homem atualmente.
Como? Muito simples: no exato momento em que o carro de entregas era assaltado; muito longe dali, o rapaz acusado era filmado andando tranquilamente no posto de saúde em que trabalha. Logo depois, ele vai acompanhado de várias pessoas até outro local em que assistiria a um curso de aprimoramento profissional que tomaria toda a sua tarde. Em momento algum, segundo as filmagens das câmeras de segurança e das declarações das testemunhas que o acompanhavam, ele se ausenta dos compromissos naquele dia. Mesmo que assim o fizesse; teria que se mover em “velocidade de dobra” para estar em dois lugares muito distantes entre si quase ao mesmo tempo.
 Se isso não fosse suficiente, a polícia civil paulista (numa rara demonstração de sua competência) criou uma nova lei em que alguém pode ser preso em flagrante NOVE dias depois de cometer um crime sem que tenha havido perseguição. Numa flagrante violação dos direitos constitucionais do cidadão sequer preocupou-se em confirmar as declarações do rapaz que afirmava estar trabalhando.
Por outro lado, o desembargador que determinou a prisão, não se interessou pelo estranho flagrante de nove dias e mandou trancafiar o meliante que NÃO PROVOU sua inocência de forma alguma (segundo ele). Mesmo diante dos protestos e dos testemunhos, o desembargador insistiu que o caso será analisado “após o recesso” da justiça (daqui a uma semana).
Ora, caro leitor, o cidadão paulistano preso tem mais é que se danar mesmo. Tomara que fique na cadeia para sempre e acabe como outro brasileiro injustiçado que ficou tuberculoso e cego ao ser preso injustamente em um outro caso aberrante de nosso Judiciário preguiçoso.
Afinal de contas, nosso cidadão paulistano não roubou milhões em um ministério; não ameaçou entregar políticos em troca da delação premiada (quem sabe assim Gilmar Mendes lhe concedesse um daqueles habeas corpus relâmpago pelos quais é tão famoso); não prestou consultorias suspeitas para empresas que garfaram gordos contratos com o governo; não desviou milhões em verbas para reparação das tragédias das chuvas; não engordou suas contas bancárias na Suíça ou nos paraísos fiscais; não operou no Mensalão; não vendeu sentenças na Castelo de Areia; não batizou contratos do metrô paulista; não mamou verbas da Presidência da República ou, muito menos, é filho, sobrinho, tio, amigo ou mesmo vizinho de algum juiz ou ministro do governo petista.
Neste país do mais do mesmo, os ladrões ganham habeas corpus relâmpagos; geram indignação dos ministros da Suprema Corte ao serem algemados; têm todas as regalias e são chamados de excelências.
Neste país do mais do mesmo, ladrões vestem-se com togas reluzentes e decidem em causa própria de forma descarada enquanto desfilam em seus palácios de mármore, são “punidos” com uma gorda aposentadoria, com cargos no Ministério, com a cadeira de presidente ou são chamados de senadores, deputados, prefeitos, vereadores, etc…
Neste país do mais do mesmo um reles cidadão trabalhador não pode sequer provar que não é mais inteligente que Einstein ou Stephen Hawking e que não conseguiu descobrir uma forma de subverter as leis da física que nem eles foram capazes.


Pensando...

É preferível viver no analfabetismo a ter que aprender a ler na cartilha da Corrupção...