Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

XÔ SATANÁS


Quando defendem a origem do dinheiro, os bispos querem apenas lavar os pecados do mundo. Isso é que é espírito de corpo. Vade retro satanás! 

É VERDADE...

Lá pelos anos 40/50 do século passado, um certo dia, cansado de ser chantageado e de pagar propina ao poder constituído, Don Corleone -il capo de tutti capi - tomou uma decisão que instituiu a relação do crime com o governo que foi adotada pelos países mais corruptos do mundo. Chamou seus mafiosos e disse: 


- Chega de corromper deputados, senadores, juízes, promotores, sindicatos, governantes... Basta! 


Houve um momento de certa perplexidade. Mas o Chefe logo explicou e justificou os novos tempos:


- Agora, nós também seremos deputados, senadores, juízes, promotores, donos de sindicatos e
governantes. 

Dito e feito. De lá para cá, o crime infiltrou-se nos poderes constituídos, nos organismos públicos e suas circunstâncias, onde se encontra até hoje gozando a maior dolce vita. 


O sistema contaminou gerações e atravessou fronteiras. Chegou ao Brasil e logo infiltrou o espírito da Máfia no corpo do Estado. I la nave va.
 


Preciso de uma explicação...

Há algo de podre na economia de um país em que o litro da gasolina é mais caro que uma garrafa de cerveja.

É MOLE?

Então, se não fosse a equipe de jornalismo fantástico da Rede Globo, o governo continuava bobo. Agora já sabe como é que funciona a Máfia da Propina em licitações mandadas aviar pelo Ministério da Saúde.

Faz de conta que daqui pra frente tudo vai ser diferente. Que desmascarados e capturados os malfeitores de licitações malfeitas envolvendo hospitais de universidades federais, o governo aprendeu a ser gente.

Até parece que isso não é o "jeito PT de governar" implantado ao longo dos oito anos luláticos e espalhado que nem cobra pelo chão do País nesses 14 meses de domínio dilmático.

Licitação é praga que contamina o Brasil desde os tempos em que ainda não fora instalada a República dos Calamares. O organismo público brasileiro está contaminado pela vírus da licitação, sofre da Síndrome do Toma lá-dá cá.

A "estratégia de coalizão pela governabilidade" instituída por Luiz Erário Lula da Silva apenas aprimorou a técnica do balcão de negócios. Tudo é - nos poderes constituídos e nas forças-vivas instituídas - só uma questão de preço. E de moeda.

Qual é mesmo a diferença entre os 20% de propina para um "gestor de compras" do governo e uma empreiteira, prestadora de serviços, ou um consultor que pode até, quem sabe, entregar caças franceses em troca e - diga, por favor, a diferença - uma centena de cargos e dezenas de ministérios de quebra para um PMDB, um PR, um PCdoB ou PSB integrar a "base aliada"?!?

No primeiro golpe, a propina é paga em dinheiro sonante que pode responder em qualquer idioma; na segunda empulhação, a moeda de troca sai das entranhas do organismo estatal. A diferença, a Globo e o povo que não é bobo já sabem: a propina das licitações é feita às escondidas; já a gandaia da compra e venda de alianças é feita desavergonhadamente, em dinheiro vivo, ministérios, cargos e bens da coisa pública, ao mais amplo e pleno sol da liberdade. Essa pandilha de sevandijas já não sabe e nem precisa fazer nada diferente. É o seu jeito de governar.

RODAPÉ - Tudo que tem vindo à tona nesse mar de lama que afoga a nação emerge pelo faro da mídia que nada de braçada nas águas nem sempre límpidas de suas próprias linhas editoriais. O Parlamento, as autoridades, o Executivo, o Judiciário só mergulham no problema de carona. Dão entrevistas, esbravejam e ameaçam convocar CPIs e iniciar ações de fato e de direito depois dos jornais, revistas e programas de domingo. Com o dinheiro, o poder, a obrigação funcional, as centenas de assessores que têm a sua disposição, já deveriam estar investigando há muito tempo cada porta de rua, cada saída de fundos, cada garagem e cada porão da Esplanada dos Ministérios, maior lixeira a céu aberto do Brasil. Não é nem sequer uma questão de vontade política; trata-se de uma simples questão de vontade. Pura e simples. Certamente pura demais; simples demais.