Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Tá puxado!

A crise mundial é uma crise de poder, protagonizada pelos burocratas e políticos que comandam o mundo. Não é uma crise da sociedade, que não é livre na escolha dos burocratas e pensa ser livre na escolha dos políticos, mas, de rigor, apenas vota naqueles por eles mesmos selecionados, limitando o "cardápio" democrático.
Os burocratas, em parte concursados e em parte de livre indicação dos detentores do poder, buscam, de início, sua segurança pessoal, seu principal objetivo. A prestação de serviços públicos é um corolário não rigorosamente necessário e, decididamente, não o principal. Dividem-se, os que integram a burocracia, em idealistas, conformados e corruptos.
Os primeiros – mais escassos -, uma vez no serviço público, pretendem servir, idealizam soluções, procuram melhorar a qualidade do que fazem e são, não poucas vezes, hostilizados, ostensiva ou silentemente, pelos demais. Os conformados, como procuraram a própria segurança de vida, cumprem acomodadamente a sua função, sem maior dedicação, sempre contando com as benesses dos privilégios oficiais.
Já os corruptos – que não são poucos – buscam o enriquecimento, a qualquer custo, vendendo favores, às vezes até por "concussão", que é a imposição da ilicitude à sociedade, sem que esta dela se possa defender.
Os burocratas são, no mundo inteiro, uma classe em permanente expansão, criando funções, cargos, exigências, o que torna a máquina estatal cada vez mais pesada para a sociedade. Grande parte da crise mundial decorre dessa multiplicação burocrática, que transforma o Estado em carga tão onerosa sobre o povo que este mal pode sustentá-lo com seu trabalho e seus tributos.
Os políticos, por outro lado, também são divididos em três classes semelhantes.
Os estadistas – que são poucos – idealizam um futuro melhor para a nação, mesmo à custa de seu sacrifício pessoal.
Os que querem o poder pelo poder, acostumando-se à ilicitude dos meios como prática que, embora não desejada, a ela não se furtam para sobreviver.
E, finalmente, os que têm na política a maior fonte de enriquecimento, todos os seus atos políticos tendo um custo, quase sempre sob o pretexto de que os recursos se destinam a seu partido, mas que, na verdade, em grande parte vão para seu próprio bolso.
Só mesmo com uma pressão, à evidência, sem as violências e selvagerias da primavera árabe, mas do povo sobre os governantes, por suas instituições privadas mais respeitáveis, poderia, a meu ver, começar a revisão do quadro, em que a eficiência e a moralidade se tornariam os únicos atributos exigidos para os que pretendam exercer o poder.

É OSSO!


O governo federal - como sempre sem ouvir a população – insiste na campanha do desarmamento, tentando desarmar as pessoas de bem, de modo que andar armado seja privilégio de bandidos. Trata-se de uma hipocrisia deslavada, porque todo mundo sabe que bandido não usa arma registrada não as adquire em lojas, e nem pede porte de arma. 

É de conhecimento público também – só as autoridades não sabem – que os calibres e a potência das armas usadas pela bandidagem não se encontram a venda nas lojas. E, se elas existem em abundância, armas que até derrubam helicópteros ou é por conivência ou incompetência das autoridades responsáveis. 

A bandidagem tomou conta do país de tal maneira que nem magistrados e promotores de justiça têm garantias. A falência do poder público chegou a tal ponto, que em algumas cidades o juiz titular da comarca tem que morar em outra cidade e prolatar sentenças a distância. No caso do Rio de Janeiro, foram próprios membros da policia militar que executaram a juíza de São Gonçalo. E ainda com a justificativa sem a menor lógica do presidente do TJ do Rio de Janeiro que uma escolta armada que o tribunal deveria ter dado à juíza não teria evitado o crime. 

Pistoleiro não sai para trocar tiros, ele sai para matar. Na verdade, foi uma omissão grave do tribunal de justiça que caracteriza a falência da segurança pública. Daí a interrogação: se nem juiz e promotor têm garantias do Estado, e nós? Nós temos que queixar ao bispo.
Num país em que salvo honrosas exceções há uma promiscuidade entre milícias composta por policiais concorrendo, disputando territórios com traficantes, assaltantes e outros bandidos, o governo quer transformar o cidadão de bem em cordeirinho marchando para o matadouro sem a menor chance de se defender bem a sua propriedade e a sua família. 
Ademais, o governo, num país em que a saúde esta falida, a educação está falida, e a segurança está falida, país em que o governo não cumpre suas obrigações com o cidadão, em que a constituição quando se trata de cidadania é letra morta, qual a moral que têm as autoridades para querer que um cidadão de bem vá fazer bonito e entregar sua arma deixando a si e a sua família indefesos. Até porque, conforme o que se tem noticia que nenhum bandido até agora entregou sua arma. 
Desafio o poder público a publicar uma estatística comparativa do seguinte: quantos processos por homicídio que tramitam na justiça cuja arma do crime é registrada e tem porte? Quantas pessoas são assassinadas por cidadãos comuns, que não sejam nem bandidos nem policiais? Qual é o numero de pessoas mortas no trânsito nas cidades e rodovias? Quantos motoristas que embriagados e drogados mataram várias pessoas de uma vez estão presos e condenados? Quantas pessoas morrem por dia nos corredores de prontos socorros e hospitais públicos no Brasil? 
Se a preocupação do governo é poupar vidas, a primeira providência e investir e moralizar a saúde. A saúde pública no Brasil está tão falida, que nem decisão judicial está resolvendo. Só para dar um pequeno exemplo: em Alagoas, duas crianças cujos pais estavam com liminar judicial para serem operadas faleceram porque o hospital público não acatou a decisão da justiça. Isto acontece todos os dias. Tem gente que precisa tomar remédios de alto custo, vai à justiça consegue liminar e o Estado simplesmente responde que não tem o remédio. 
A outra forma de poupar muitas vidas é moralizar o trânsito, tirar de circulação esses bandidos que fazem do seu veículo uma arma. No Brasil o melhor jeito de se eliminar um desafeto sem sofrer consequencias é atropelando-o. Nós somos um país tão esculhambado, que senador da República e deputado federal são flagrados bêbados, dirigindo com carteiras vencidas e a coisa fica por isso mesmo. Belo exemplo ao povo.
Chega de hipocrisia.

15 DE NOVEMBRO


O 15 de Novembro, data em que se comemora a Proclamação da República, foi mais um desses momentos em que o povo foi alijado do processo histórico, talvez não por simples estultice, mas por  subordinação a um irresistível e desmedido  processo de violência simbólica, que tem sido amplamente utilizado na nossa história como forma de legitimar à dominação das elites, de modo a incutir nas massas a legitimidade desse processo. Teria sido assim que, “bestializado”, o povo assistiu a passagem do regime monárquico para o republicano, o que no final das contas, pouco ou quase nada alteraria no cenário político do país.
Mais de um século se passou e a trágica cena de usurpação do papel de protagonista da história nacional, que deveria ser exercido pelo povo, ainda se encontra em cartaz. O destino da “res publica”, lastimavelmente, segue nas mãos de uma minoria ávida por poder, pouco provida de escrúpulos e caráter, que não se cansa em sugar das veias de uma democracia ainda convalescente, recursos tão precisos, que seriam suficientes para sanar tantos males de que padece nosso povo.
Os vampiros do poder não se importam de rapinar de forma vil as riquezas do país. Entregam-na de maneira descarada e inescrupulosa aos interesses de grupos ímprobos – na farra das licitações se vão as esperanças de um Brasil socialmente mais justo. E o povo? Ele, o titular do poder na concepção clássica de república pós-iluminista, segundo uma concepção de “rousseauniana”, continua a assistir seus representantes agirem de forma contrária a seus interesses, pois, de fato, nas grandes decisões envolvendo o destino da nação, os interesses dos poderosos têm maior peso na balança decisória, configurando um totalitarismo disfarçado, que de democrático não tem nada.
Assim, infelizmente, a república no Brasil parece que resulta da confluência de uma situação econômica incompatível com o regime político democrático. Afinal, como esperar que um cidadão haja como “senhor do seu destino” se, por conta da fome, da miséria e de tantos outros males, este, fatalmente, é obrigado a vender seu bem jurídico mais precioso – o voto – em troca de algumas migalhas. Se é que, só para citar um exemplo, num país onde mais da metade da população vive em situação nutricional precária, se pode esperar que brasileiros, como muitos que se encontram perdidos por entre os rincões de pobreza deste Brasil a fora, possam se preocupar em refletir sobre a importância de datas comemorativas e seus significados implícitos, quando a grande preocupação do seu dia-a-dia é saber o que terá pra comer no dia seguinte.

Loterias



Sem querer questionar  a  lisura  dos sorteios  da  CAIXA,  porque  muito  já  se  falou  a respeito, chegando  a discussão  no  âmbito  do  Senado  Federal.



Agora, pouco ou  nada se  fala  do "CAMINHÃO  DA SORTE

Desde 1980, o Caminhão da Sorte percorre as estradas do país levando sonhos e demonstrando a transparência e a lisura das Loterias CAIXA. Atualmente, esse sistema móvel de sorteios conta com 2 unidades. Uma permanece na cidade-sede dos sorteios e a outra viaja até as cidades
para que apostas sejam realizadas até uma hora antes do sorteio. Você aposta, torce e confere o resultado ali, na sua frente. (Site da  Caixa)

* * * 



A idéia pode ter  sido  boa na  época de sua  criação, mas  hoje, será  que  ainda  continua  confiável?



É muito  dinheiro  em  jogo, e  a  fiscalização me  parece  um tanto  vulnerável.



Sugiro que este  caminhão, normas  e  procedimentos sejam repensados e  acabe-se de vez com  as suspeitas de que  há  algo  de  podre  no  ar das  loterias.



Quem não se lembra do caso “Anões do Orçamento”, que envergonhou o Congresso Nacional em 1994 e, particularmente, do mais cômico dos anões, o deputado João Alves, o “João de Deus”, que tentou justificar sua astronômica conta bancária por questão de simples sorte, ajuda de Deus, ter acertado mais de vinte vezes em jogos de loteria da Caixa?  



Até  hoje  não  ficou  esclarecido  a sorte  do  João  de  Deus , que  morreu  e  levou  com ele  o  segredo  do  milagre da  multiplicação.


Minha  opinião, é de  que  os sorteios  sejam feitos  em  Brasília  na sede  da  CAIXA e fiscalizados  por  auditores  da  Receita  Federal ,  presença de populares e representantes do  Ministério Público.

Ser de fato o que você quer ser...

Eu confesso que não é fácil assumir tudo, ser sincero 24 horas, mas é o certo. Viver cada instante de sua vida sem hipocrisia ou mentiras, ser quem você realmente é sem pensar no que terceiros dirão. Quando passamos por fases difíceis em nossas vidas começamos a pensar no que é mais importante fazer, o mais correto a se fazer, o mais sincero a se falar, o mais importante a se viver. Palavras são como o vento e conceitos se vão.

Falar sem aspas, Amar sem interrogação, Sonhar sem reticências, Viver sem ponto final.

A vida é praticamente isso somos humanos, não somos perfeitos devemos sim viver medo de errar e se desse deveríamos apagar o MEDO de nossas vidas. Seja você mesmo aproveite o máximo sua oportunidade construa seu castelo, faça seu repertório, faça alguém triste sorrir, chore de alegria, compartilhe suas histórias, escreva a sua novela e seja feliz! "Viva intensamente como se hoje fosse o último dia de sua vida".
Um conselho:
"O Medo derrota mais pessoas que qualquer outra coisa no mundo."(Ralph Waldo Emerson)



Fraude

Durante a Fraude da Abertura Democrática nossa sociedade foi gradualmente dominada pela classe dos políticos profissionais que fazem de uma carreira para servir a quem os elege e que paga seus absurdos salários e mordomias, um projeto de poder desonesto, visando, em sua maioria, a prática do ilícito moral e financeiro que tem feito milionários sem parar - os corruptos e seus cúmplices.

De estelionato em estelionato nos pleitos eleitorais, uma classe cada vez maior de corruptos, subornadores, subornados, prevaricadores e seus assemelhados, foram se afirmando como vereadores, deputados, senadores e presidentes da República, com uma sólida base de apoio nas relações públicas e privadas corrupto-corporativistas, para que as oligarquias e as burguesias de ladrões fizessem do poder público um covil de bandidos, e a política se transformasse em um instrumento do processo de absurda degeneração moral da sociedade.

Esse projeto criminoso e genocida assumiu contornos mais nítidos, de um caminho talvez sem volta, durante a Fraude da Abertura Democrática em que milhares de ratos da corrupção deixassem os porões mais escondidos em que estavam durante o Regime Militar e viessem à luz do dia iniciar um lento, mas persistente processo de destruição do país, através de suas infiltrações no meio jornalístico, acadêmico, estudantil e no meio artístico.

Infelizmente o DNA da formação social do país, desde o seu descobrimento, tem feito prevalecer o imoral, o aético, a leviandade, a mentira, a falsidade e todos os correlatos da canalhice dos esclarecidos, desgastando durante toda a nossa história o esforço e as tentativas feitas por poucos para evitar que o país chegasse ao ponto de se tornar um Paraíso de Patifes.

Após transformarem o poder público em um covil de bandidos a canalha da corrupção, simultaneamente, tratou de unir os podres Poderes da República com o Poder Executivo no comando direto ou indireto de gangues, que através da prostituição da política transformaram a capital do país em um bunker de bandidos da corrupção, que irradia sem controle suas teias de influência degenerativa das relações públicas e privadas pelo resto do país.

Vivemos uma farsa de democracia em que as raízes da discordância e dos protestos são podadas pelo assistencialismo aos ignorantes e o suborno dos canalhas esclarecidos.

Temos liberdade, menos a de lutar nas ruas, de maneira dura e organizada, para que o poder público não continue sendo um preferencial empregador – temporário ou efetivo – dos maiores canalhas que se tem notícia na história do país, um verdadeiro covil de bandidos próximo de garantir a impunidade da gangue dos quarenta e um, os bandidos que fizeram da casa do povo – o Congresso Nacional – um refém e aliado dos pulhas da política profissional que toma conta do país, e que recebem ordens de centenas de “disfarçados” emissários do Poder Executivo.

Estamos reféns dessa gente sórdida que continua humilhando as Forças Armadas – com o suborno moral ou financeiro já pautando inexplicáveis e inaceitáveis posturas de comandantes – e transformando a Justiça do país, principalmente através de seus Tribunais Superiores, em um instrumento de absurda impunidade dos que controlam ou trabalham para o covil de bandidos em que foi transformado o poder público.

Temos somente uma saída: a união patriótica de militares e civis com as bandas boas da polícia civil, militar e federal, para reverter a procriação dos filhotes do comuno sindicalismo corrupto que nos legou essa corruptocracia fascista civil que bate já às nossas portas, destruindo nossos sonhos de vivermos em um país decente, com um poder público que não seja mais um covil de bandidos, mas sim de homens e mulheres que cumpram com honestidade, ética e dignidade seus verdadeiros objetivos perante a sociedade que os sustentam.

As forças policiais e militares que estão invadindo guetos e favelas, prendendo ou matando as vítimas de uma sociedade feita covarde, corrupta e sem vergonha pela Fraude da Abertura Democrática, deveriam cercar Brasília para prender ou matar os verdadeiros bandidos, políticos profissionais e seus cúmplices, todos responsáveis diretos por milhares de mortes durante a Fraude da Abertura Democrática que ainda persiste.

O serviço sujo do petismo está quase completo a partir do fato de que as antigas caras-pintadas, que fingiam lutar contra a corrupção, hoje querem fazer dos campos universitários centros de livre consumo de drogas, além de palco para a prostituição de valores em todos os sentidos.

Com uma Justiça que garante a impunidade dos corruptos e seus cúmplices, sem promover o cerco a Brasília talvez não tenha nada mais a ser feito, além do que esperar o resultado final da invasão dos bárbaros do PT, e depois reconstruir, dos escombros de um sórdido e genocida projeto de poder, nossos sonhos de liberdade, justiça social e de uma verdadeira democracia.

Heróis...

Tudo depende do momento. Hoje a “sociedade” se horroriza com a bandalha que se instalou na USP por alguns dias.

São os agitadores travestidos de universitários, alguns tarimbados profissionais da anarquia, ou melhor, são massas de manobra, cabeças feitas por espertos intelectuais, que afrontam a tudo e a todos por seus direitos. Deve ser o direito ao caos.


Mas recordem, vivemos um momento em que a preocupação com o direito pretere a tudo. Sobre os deveres, nem tocar.
Imaginem, quando estivermos vivendo sob a égide da anarquia ou da liberação total do uso de drogas, pois cada um é dono de si, como serão cultuados os jovens que hoje, mascarados, invadem instalações, depredam o bem público, e são corajosos para afrontar os agentes da ordem pública?


Ah, seguiram a cartilha do MST? Quem sabe.


Do entrevero, do acinte, do deboche, certamente emergirão futuras lideranças, predestinados batalhadores, indivíduos de convicta postura, e dispostos a lutar pelos seus ideais e posições.
E contam com o apoio de determinadas entidades, tanto que elas já levantaram os recursos para libertação dos novos guerreiros.

Provavelmente, assistimos ao nascimento de FUTUROS HERÓIS.


Um voto de louvor aos intransigentes, pois agregaram ao seu cabeludo currículo, a palavra de ordem “a baderna acima de tudo”.

Na universidade serão respeitados, citados, amados, cultuados e admirados. Percebam que hoje, grupos de universitários se manifestam na frente da Universidade em apoio aos pândegos presos.

Quanto ao apoio ou à complacência da sociedade, será uma questão de tempo.


Passado o primeiro momento, hábeis advogados estarão às portas da justiça desenrolando o carretel de atrocidades que o aparato policial desencadeou contra seus inocentes jovens idealistas.


A começar pela agressão, que como num pesadelo, na calada da noite, adentrou nos sonhos dos desordeiros, para expulsá-los de seu merecido sono.


Esperamos que os indignados não clamem por ridículas medidas, como a expulsão dos baderneiros, nem na indenização para ressarcir a depredação, que poderia ser da responsabilidade de cada um e, quem sabe, de 20 ou 30 % para o seu, ou seus líderes.


Blasfêmia, tal penalização nunca ocorrerá.


Que ninguém duvide, ali, na USP, nasceu, nesta semana, uma nova chusma de líderes, e quando eles voltarem será um Deus-nos-acuda, pois serão impiedosos, e serão indenizados, e contarão suas histórias de sacrifícios, de como se agarraram aos seus princípios, com coragem e determinação, e todos, de curta memória, diremos amém.

Corja de bandidos!

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou uma nota, nesta sexta-feira, apoiando a mobilização dos estudantes que ocuparam a sede da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) em protesto contra uma ação da polícia que reprimiu o consumo de drogas no campus. Segundo a nota, a ação da polícia não foi isolada "faz parte da estratégia que o capital tem para com o nosso continente: transformar todos os bens em mercadoria".

"A terra, assim como a educação, são latifúndios que historicamente sempre estiveram nas mãos da elite brasileira", diz trecho do texto que classifica os estudantes e trabalhadores como exemplos de organização da "classe trabalhadora", mas que não cita o envolvimento com drogas que serviu de estopim para a mobilização estudantil.

As drogas..Que droga!




O Brasil precisa resolver, depressa vários problemas. O mais grave deles está relacionado ao tráfico e ao consumo de drogas. Hoje, milhares de brasileiros, principalmente crianças e adolescentes, são o alvo preferencial dos traficantes. Muitos dos nossos concidadãos já se tornaram dependentes químicos e diversos deles já ingressaram no mundo do crime, atraídos pela droga.
Em razão das dimensões continentais e da proximidade com Estados precários, o Brasil possui sérias dificuldades para, por intermédio dos órgãos competentes, impedir a entrada da droga em seu território. Aliado a esses fatores, evidencia-se a falta de investimentos nas instituições, que deveriam ter a competência para combater o crime, aumentando, sobremaneira, a vulnerabilidade.
É preciso majorar os efetivos da polícia federal e das forças armadas. É imperioso melhorar os seus respectivos orçamentos, visando à compra de modernos equipamentos e tecnologias. Chegada o é a hora de declarar guerra ao tráfico e apressar a tomada dos bens e do dinheiro dos traficantes para empregar em políticas públicas de recuperação dos nossos jovens. Entretanto, além das providências que devem ser adotadas pelas autoridades, devemos assumir o compromisso de acender uma consciência cidadã, capaz de alertar pais e familiares para o devido tema, responsabilidade de todos. Afinal de contas, muitos males disseminaram-se em função das falhas da sociedade e da própria família. Os governantes são, indubitavelmente, os principais culpados. Mas, e os pais que não dão atenção aos filhos? E as famílias que se dispersam desprezando os valores e olvidando da importância do amor e da religião? Esse é um tema que todos nós temos a obrigação de discutir e, por sequência, encontrar soluções.
Seria dispensável afirmar que estamos desprovidos de escolas de qualidade. Os professores e demais servidores da educação estão sendo mal remunerados e, por conseguinte, desmotivados. As escolas não possuem estrutura suficiente para assistir as crianças e prepará-las para enfrentar os desafios do mundo. Faltam psicólogos, assistentes sociais, cursos de capacitação e implementação de programas voltados para a construção da cidadania. São raros os estabelecimentos de ensino que desenvolvem ações e disciplinas que proporcionam, aos alunos, atividades culturais, artísticas, esportivas, línguas estrangeiras, noções de informática, enfim, algo apropriado para expandir os horizontes das nossas crianças e lhes proporcionar melhores condições para discernir sobre o que é bom ou ruim. No universo da educação também se constata a ausência dos pais e da família – muitos por irresponsabilidade, mesmo, outros por falta de ciência sobre o verdadeiro papel na edificação do futuro do próprio filho.
Enquanto as distorções persistirem na estrutura social, e a falta de condições de trabalho marcar as instituições, a droga reinará, comprometendo o amanhã. Infelizmente, o número de dependentes químicos tem crescido assustadoramente. A constatação dá-se na presença do crack, uma droga feita a partir da mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio, que aumentou 700 % nos últimos quatro anos e se tornou uma epidemia. A fumaça do crack, ao ser tragada por alguém, chega ao sistema nervoso central em apenas dez segundos e o efeito dura de três a dez minutos. Ainda produz uma euforia superior à que é suscitada pela cocaína, e, após os efeitos do consumo, causa uma depressão intensa. Isso leva o usuário a fazer um novo contato com a droga para aliviar o mal-estar e, por conseguinte, tornar-se totalmente submisso. O cidadão dependente químico passa a ter alucinações e paranóias, tornando-se débil ou incorreto.
Com a proliferação da droga, os índices de criminalidade avançam, o Brasil vai tornando-se um dos países mais violentos do mundo, os dados do consumo das drogas e os números da criminalidade relacionam-se: o progresso da droga representa a elevação dos indicadores da criminalidade. Diante desse contexto pessimista, temos que estar atentos, pois os aspectos maléficos fazem com que todos os cidadãos transformem-se em reféns do crime.
Destarte, em vez de preocupações outras como a construção de estádios, trem-bala, investimento em rede de supermercado, devemos voltar as nossas atenções para o combate às drogas e, consequentemente, para a redução da violência no nosso país. Além da implementação de políticas públicas em áreas fundamentais como segurança e educação, para prevenir e impedir o consumo, é imprescindível robustecer a saúde pública para resgatar e recuperar aqueles que se tornaram dependentes químicos. Nós não podemos consentir que o crack, por exemplo, mate os nossos compatriotas.
Não quero ser cafona, nem conservadora ao extremo, mas prefiro viver em país que opta por cantar, com amor à Pátria, o Hino Nacional, ainda imaginar uma nação na qual as crianças tenham escola em tempo integral e os pais, em vez de jogar sempre a culpa para os governantes, também cumpram a sua parte e eduquem bem os filhos a ver a proliferação deste mal que assola a sociedade. Por isso, guerrear contra as drogas é uma missão do Estado, da sociedade e de cada cidadão. Não podemos cruzar os braços e permitir que o futuro continue descuidado. Vamos exigir do governo uma ação eficiente e nos impregnar do propósito de lutar em defesa das nossas crianças e de um destino melhor para o Brasil.