Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

MEC fará propaganda do homossexualismo para crianças de 7 a 10 nas escolas.



Ele ainda nem foi lançado oficialmente. Mas um conjunto de material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polêmica. Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação.

No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.

O jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, afirma que o ministério teve dificuldades para decidir sobre manter ou tirar o beijo gay do filme.

Estou enojada com o parlamento brasileiro. Homossexualismo não é tendência, não é moda, não é estilo de vida. Homossexualismo é, segundo uma corrente científica muito forte, uma anomalia genética, e em alguns casos, promiscuidade sexual mesmo. Este vídeo, que o MEC e seus afins estão tentando implantar, que, ao que se vislumbra, não combaterá a homofobia, mas FARÁ APOLOGIA AO HOMOSSEXUALISMO, e pior, direcionado às crianças que ainda não tem sua personalidade formada.  Nesta pouca idade, este menor, sem o discernimento necessário para  fazer opções de vida, vai crescer acreditando que isto é uma coisa normal.

Isso é uma vergonha! Os políticos devem se ater em acabar com a fome, o tráfico de entorpecentes e de pessoas , com a corrupção e em consequência com a miséria implantada neste país!

Aqui fica minha indignação.








Se tiver estômago assista todos os filmes incorporados neste.!



No Brasil, a Constituição da República fundamenta-se na dignidade da pessoa na prevalência dos Direitos Humanos e veda anistia e fiança para crimes de tortura.

A realidade fática, porém, exibe outro contexto. A valorização dos direitos fundamentais que ostentamos juridicamente não se coaduna com a dura violação a referidos princípios, o que, por sua vez, indica o desconhecimento da sociedade civil daquela valorização jurídica: a dignidade é apequenada. As medidas adotadas, com isso, perdem-se no vazio, pois falta a resolução firme (vontade política?) de resolver os problemas que entravam nosso desenvolvimento social. Mas o Estado, que edita a lei, ‘faz-de-conta’ que pune quem tortura e a sociedade, de seu turno, finge que ignora que haja tortura no Brasil ou até mesmo a aprova em casos específicos.

O crime de tortura é inafiançável. Mesmo assim, raramente alguém fica preso. Isso acontece porque na maioria dos casos, os criminosos não são pegos em flagrante, e mesmo quando o são, seus advogados conseguem habeas corpus, pedido de liberdade provisória. Às vezes são condenados a penas alternativas, como pagar cestas básicas ou prestar serviços comunitários.

Se o criminoso não for preso, ou ainda, se for para a cadeia, mas não permanecer lá esperando o julgamento, o processo se arrasta até a prescrição do crime.

Fica aqui um questionamento: Se esse bebê fosse filho de alguém que tem mandato eletivo, a criminosa estaria agora respondendo em liberdade?

Nota dez ao JUIZ

O juiz da 14ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, validou semana passada uma norma do Conselho Federal de Medicina (CFM) que regulamenta as condições para a prática da ortotanásia. Com a decisão, o médico autorizado pelo paciente ou seu responsável legal fica respaldado para limitar ou suspender tratamentos exagerados e desnecessários que prolonguem a vida do doente em fase terminal.

Ortotanásia é muito diferente da eutanásia. “Eutanásia” significa abreviar a vida de paciente com enfermidade grave ou incurável a seu pedido, usando por exemplo uma medicação. “Ortotanásia” é suspender tratamento invasivo e inútil de paciente com quadro irreversível, desligando, por exemplo, um aparelho que mantém sua vida artificialmente em uma UTI. O médico oferece cuidados para aliviar a dor e deixa que a morte do paciente ocorra naturalmente, deixando que ele passe seus últimos dias em casa com a família, caso queira.

• Novo Código de Ética define como dever do médico garantir 'morte digna'

Os princípios que norteiam a ortotanásia são os da “morte digna” e do uso de “cuidados paliativos”. Abre-se mão de métodos para prolongar forçadamente, causando agressão ao paciente, a sobrevida de alguém que a medicina não tem mais como curar. Além disso, buscam-se meios para assegurar uma morte sem sofrimento desnecessário.

A sentença do magistrado Roberto Luis Luchi Demo encerra, ao menos em tese, uma controvérsia que começou em 2006, quando a resolução 1805 do CFM foi publicada. O Ministério Público Federal queria a anulação da norma. Mas em agosto deste ano a procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira solicitou a desistência da ação.

“Ao menos em tese” porque ainda tramitam no Congresso Nacional projetos de lei sobre o assunto e para alguns juristas a legislação brasileira é incompatível com a ortotanásia. Um dos projetos, do senador pelo Espírito Santo Gerson Camata (PMDB), tenta justamente eliminar essa dúvida, deixando explícito no Código Penal que a ortotanásia não é crime.

Em nota, o presidente do CFM Roberto Luiz d’Avila comemorou a valorização da “prática humanista” na medicina, em oposição a uma “visão paternalista, super-protetora, com foco voltado para a doença, numa busca obsessiva pela cura a qualquer custo, mesmo que isso signifique o prolongamento da dor e do sofrimento para o paciente e sua família”.



CALANDO A BOCA DE LOBATO!

"Conselho de Educação aponta racismo na obra "Caçadas de Pedrinho"

'Caçadas de Pedrinho', de Monteiro LobatoUm dos livros escritos por Monteiro Lobato, o autor que povoa o imaginário de diversas gerações com sua obra Sítio do Picapau Amarelo, pode ser barrado nas escolas públicas brasileiras.

Um parecer publicado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no Diário Oficial da União, sugere que o livro Caçadas de Pedrinho não seja distribuído a alunos e professores, sob a alegação de que a obra é racista.

O parecer foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE e foi feito a partir de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial.

Publicado em 1933, o livro de Monteiro Lobato, um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira, narras as aventuras da turma do Sítio em busca de uma onça-pintada. Segundo o CNE, os traços racistas da obra estariam na forma como se refere à personagem Tia Nastácia e a alguns animais, como o urubu e macaco.

Um dos trechos da obra que sustenta a argumentação do CNE diz: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão”. Outro diz: Não é a toa que macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens.” De acordo com Nilma Lino Gomes, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autora do parecer, o livro deve ser banido das escolas ou só poderá ser adotado caso a obra seja acompanhada de nota sobre os "estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura".

Li essa notícia hoje  e ela parece tão absurda que nem se pode acreditar que seja verdadeira. No mínimo, está descontextualizada. E toda leitura deve ir além do texto, buscando também o contexto. Essa é a boa maneira de ler . Assim é que qualquer obra literária deve ser lida – inclusive a de Monteiro Lobato. Sobretudo nas escolas.

Uma cultura não pode se tecer com as linhas dos melindres e ressentimentos. Isso a empobrece, em vez de enriquecê-la. Cabe ao professor orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica.Isso não significa concordar com tudo o que o autor escreveu ou que uma época passada considerava. Pelo contrário, implica fazer uma viagem a esse tempo e tentar compreendê-lo, sem com isso deixar de discordar. Supõe manter a capacidade de dialogar com a obra, distinguindo nela o que não se aprova e o que desperta identificação – características que variam de um leitor para outro, aliás.

Um bom leitor de Monteiro Lobato sabe que tia Nastácia encarna a divindade criadora, dentro do sítio do Picapau Amarelo. Ela é quem cria Emília, de uns trapos. Ela é quem cria o Visconde, de uma espiga de milho. Ela é quem cria João Faz-de-Conta, de um pedaço de pau. Ela é quem “cura” os personagens com suas costuras ou remendos. Ela é quem conta as histórias tradicionais, quem faz os bolinhos.

Ela é a escolhida para ficar no céu com São Jorge. Se há quem se refira a ela como ex-escrava e negra, é porque essa era a cor dela e essa era a realidade dos afro-descendentes no Brasil dessa época. Não é um insulto, é a triste constatação de uma vergonhosa realidade histórica.

Em vez de proibir as criancas de saber disso, seria muito melhor que os responsáveis pela educação estimulassem uma leitura crítica por parte dos alunos. Mostrassem como nascem e se constroem preconceitos, se acharem que é o caso. Sugerissem que se pesquise a herança dessas atitudes na sociedade contemporânea, se quiserem. Propusessem que se analise a legislação que busca coibir tais práticas ou o que mais a criatividade pedagógica indicar. Mas para tal, é necessário que os professores e os formuladores de políticas educacionais tenham lido a obra infantil de Lobato e estejam familiarizados com ela. Então saberiam que esses livros são motivo de orgulho para uma cultura. E que muito poucos personagens de livros infantis pelo mundo afora são dotados da irreverência de Emília ou de sua independência de pensamento.

 Raros autores estimulam tanto os leitores a pensar por conta própria quanto Lobato, inclusive para discordar dele . Dispensá-lo sumariamente  um desperdício. Se a educação brasileira hoje padece de algum problema em relação a Lobato, certamente não é causado por estar lendo seus livros. Mas sim, pela falta que a leitura de sua obra está fazendo. E não apenas aos alunos.

E aqui fica a pergunta desta humilde advogadadobrasil : Qual será a próxima proibição? "A cabana do pai Tomás"? " Moreninha"? "A escrava Isaura"? Onde vamos parar? Que outras obras serão atacadas? E os livros de História, que mostram que a escravidão existiu, também serão proibidos?

Curioso que nesta época de pré sal e de discussões a respeito da forma de exploração de suas jazidas, quando Monteiro Lobato deveria estar sendo louvado pelo "Poço do Visconde", se busque desqualificar como racista este que é um dos maiores escritores da literatura, de fato brasileira.Também mereceria louvação tanto em relação a necessidade de priorização de saneamento básico quanto  dos anglicismos que inundam nossa língua, fatos denunciados por ele em "idéias de Jeca Tatu"  quase 90 anos atrás.

















A palhaçada com Monteiro Lobato

 Por Woden Madruga.

A censura aos livros infanto-juvenis de Monteiro Lobato, determinada pelo Conselho Nacional de Educação, medida absurda que tem merecido o repúdio dos meios intelectuais brasileiros (protesto da Academia Brasileira de Letras) e que vem repercutindo na Europa (escritores e artistas manifestam sua indignação) também é motivo de protesto no Jalapão, onde vive o botânico Florentino Vereda. O Jalapão fica no Estado de Tocantins e constitui a maior área contínua de Cerrado do Brasil. Lá está o Parque Estadual do Jalapão, no qual Vereda, depois de pesquisas sobre Mangabeira, volta agora a sua curiosidade científica para o Capim Dourado (conservação e manejo). Pois foi do Jalapão, olhando para a Cachoeira da Velha, que Florentino Vereda escreveu a carta recordando o tempo que frequentava o Sítio do Pica Pau Amarelo e flertava com Narizinho e Emília. Confira a ironia do ilustre missivista:

“Meu caro Woden:

Cá pra nós, você não acha que o Brasil está vivendo um revisionismo digno do Camarada Mao, que mal lhe pergunte? Não que eu seja contra. Afinal, a História deve ser reescrita para que se corrijam os erros do passado, agora que o Brasil foi redescoberto pelos “cumpanhêros” do PT. Veja, por exemplo, Monteiro Lobato, leitura preferida do meu tempo de menino. Uma nova leitura da sua obra e das suas posições políticas parece mostrar que ele foi um mestre do duplo sentido. A começar pelo “SÍTIO DO PICAPAU AMARELO”, cujo título estampa, disfarçadamente, dois palavrões de conteúdo erótico e machista. Poderia chamar-se “SÍTIO DO PERERECA VERMELHA”, não acha?

O Saci-Pererê teve a perna esquerda amputada (inda bem que naquela época não havia SUS) e pula com a direita, o que me leva a crer que Lobato era um anticomunista. Tia Anastácia, uma negra (desculpe, afro-descendente) sem cultura, não passa de uma escrava aceita na casa de Dona Benta, a quem lhe serve, fiel e submissa, trabalhando sem carteira assinada. E o pó-de-pirlimpimpim, que fazia as crianças viajarem? Existe algo mais explícito? Hoje, adulto de cabeça feita, não tenho dúvidas de que Lobato, ao pregar a exploração do petróleo – ouro negro – subliminarmente, defendia a volta da escravidão. Como pude ser tão ingênuo...

Em boa hora o Conselho Nacional de Educação resolveu recomendar a retirada de toda a obra de Monteiro Lobato das escolas. Talvez o efeito-Lobato possa explicar atual crise cultural por que o Brasil atravessa. As letras das músicas refletem esse vazio. Dia desses, no rádio do carro (entre as cidades de Mateiros e Ponta Alta do Tocantins), ouvi um forró cujo refrão dizia:

Eu sou um tarado.Comi o mico leão dourado.

Pode? Por estas e outras é que sugiro também a revisão das letras de várias cantingas-de-roda (êpa!!!) cujo conteúdo poderá corromper crianças e adolescentes:

Atirei o pau no gato tô-tô Mas o Ibama-ma-ma me prendeu-deu-deu...

(...)

O cravo brigou com a rosa no pátio da fazenda O cravo foi condenado pela Lei Maria da Penha..

Tá certo. A rima não é boa, mas, convenhamos, é politicamente correta. Queria o quê?

Músicas aparentemente ingênuas, mas de forte apelo erótico, seriam abolidas de vez. Exemplo: O pião entrou na roda, o pião... Sobrariam apenas umas poucas, atualíssimas!

Se gritar pega-ladrão Não fica um, meu irmão...

Aí poderemos dormir sossegados. De hoje em diante só vou ler Paulo Coelho.

Um abraço ecológico,

Do seu admirador Florentino Vereda.



P.S.: - Como vai o carnatal? Os emergentes devem estar se sentindo no paraíso.