Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

BALA DA VEZ!

O Brasil foi tomado de surpresa com a notícia, amplamente divulgada pela mídia, que o Ministério da Saúde estuda a adoção de uma política de “redução de riscos” para o aborto ilegal, na quarta-feira passada (06). Essa política envolveria uma espécie de “Kit Aborto” que seria distribuído nos hospitais públicos para as mulheres que querem fazer o aborto ilegal. Entre os componentes do “Kit Aborto” estaria o misoprostol, princípio ativo do remédio estomacal Cytotec, de venda restrita e amplamente usado pelas redes clandestinas que praticam o aborto. De acordo com o Ministério da Saúde esse “Kit Aborto” faz parte da política de planejamento reprodutivo do governo. Para justificar essa política de planejamento reprodutivo o referido ministério afirma que no Brasil são praticados um milhão de abortos por ano. De acordo com as informações que foram publicadas na mídia, o projeto do Ministério da Saúde consiste da seguinte estratégia: a mulher grávida vai a uma unidade de saúde pública (hospital, posto de saúde, etc.) mais perto de sua casa e pega o “Kit Aborto” e vai para casa fazer o aborto ilegal de forma segura. Tudo isso financiado com o dinheiro público.
Diante dessa proposta é preciso se fazer cinco observações.
Primeira, a proposta do Ministério da Saúde fere gravemente a legislação brasileira. No Brasil é crime fazer apologia ao crime e financiá-lo. O Estado, na legislação brasileira, não pode financiar o crime.  Essa proposta representa, na prática, o financiamento público de uma atividade criminosa.
Segunda, o argumento utilizado pelo Ministério da Saúde, ou seja, que o tal “Kit Aborto” é um componente da política de planejamento reprodutivo é muito fraco. De um lado, política de planejamento reprodutivo pressupõe a reprodução, isto é, uma mulher vai ficar grávida, ter um filho, etc. Com isso, é descartada a morte do feto por meio da realização do aborto. Do outro lado, é preciso ver que esse argumento é uma frase bonita, uma espécie de poesia, para disfarçar a verdadeira intenção, que é a legalização indireta do aborto e, ainda por cima, com financiamento público.
Terceira, o Ministério da Saúde está tentando criar uma nova lei. Depois do Supremo Tribunal Federal (STF), agora é a vez do Ministério da Saúde legislar. A sociedade contemporânea vive os dias da morte da democracia, onde os parlamentares e o Congresso, ambos eleitos com voto popular, não tem mais qualquer poder. Quem faz as leis e decide o que é legal é o STF e agora o Ministério da Saúde. A voz soberana do povo está sendo sumariamente ignorada.  
Quarta, na tentativa de criar o “Kit Aborto” o ministério da Saúde utiliza o velho e gasto argumento que diz que no Brasil são realizados um milhão de abortos por ano. Vamos considerar que este argumento é totalmente verdadeiro, apesar de ter sido desmascarado diversas vezes. Seria bom que finalmente os segredos que envolvem esse número fossem revelados. Como foi feita essa pesquisa? Qual o método foi utilizado? Qual a amostragem? Chega de jogar na cara da população números sem sentido e sem explicação. Outra coisa, se esses números são verdadeiros, então por que não se cria a CPI do Aborto? Há muito tempo que os grupos e movimentos pró-vida lutam para criar essa CPI.
Se existem tantas mulheres morrendo por causa do aborto ilegal, a CPI do Aborto seria a grande forma dos grupos pró-aborto demonstrarem a importância da legalização do ato abortivo. Seria o melhor caminho para definitivamente desmascarar os grupos pró-vida. No entanto, mais uma vez a CPI do Aborto é silenciada. Parece que essa história de “um milhão de abortos” não passa de mágica, de maquiagem, de ficção matemática.
Quinta, onde está a presidente Dilma Rousseff? Vale lembrar que ela assinou em 2010 uma Carta Aberta onde se dizia contrária ao aborto e que não faria nada para legalizá-lo. Logo abaixo constam as declarações da então candidata, a presidência da república, Dilma Rousseff.
N. 2. Sou [Dilma Rousseff] pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto.
N. 3. Eleita [Dilma Rousseff] presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.
Faz muito tempo que Dilma Rousseff rompeu com esse acordo. Esse rompimento ficou claro quando ela nomeou para a Secretária de Políticas para as Mulheres, mais conhecida como Ministério das Mulheres, a militante radical pró-aborto, Sra. Eleonora Menicucci.  O atual projeto do Ministério da Saúde, da criação do “Kit Aborto” está inserido dentro desse rompimento. A ordem parece ser legalizar o aborto de qualquer forma, de qualquer jeito, com qualquer argumento ou qualquer mentira. Dilma Rousseff, que se elegeu com o discurso da inovação, segue a velha lógica da política brasileira, ou seja, em tempos de eleição o candidato promete qualquer coisa, assina qualquer documento, mas depois que é eleito e toma posse no cargo esquece tudo que disse e tudo que assinou. Qualquer questionamento sobre seu discurso no período eleitoral é negado pela assessoria de imprensa. Dilma segue a risca a velha hipocrisia da política brasileira.
Na prática o que o governo federal, na gestão do PT, por meio do Ministério da Saúde, está fazendo é legalizar o aborto de forma indireta e até mesmo secreta. A gestão Dilma Rousseff está dando o velho “jeitinho brasileiro” para legalizar o aborto. Se o povo brasileiro não quer o aborto, se os congressistas, por motivos diversos, não querem legalizá-lo, então o PT, o novo príncipe maquiavélico, vai legalizá-lo de qualquer forma, de qualquer jeito. A nova bola da vez é o “Kit Aborto”.

Pensando...


A deposição de Collor foi um golpe?

A resposta é uma só: Claro que não.

E o mesmo se deu no Paraguai. O ex-presidente Lugo foi deposto por um mecanismo constitucional; com o referendo da esmagadora maioria do Congresso Nacional Paraguaio; obteve o aval da Corte Suprema Paraguaia (por unanimidade) e foi substituído por seu vice-presidente eleito. Então, por gentileza, me expliquem onde está contido o golpe nessa equação?

A ideia de golpe é vendida pela esquerda retrógrada brasileira e por exemplos democráticos nada sérios como o presidente Chávez e seu conjunto de títeres na UNASUL. O Brasil, como no caso Zelaya, embarca na paranoia bolivariana e esquece que o maior determinante para identificar uma democracia não é ter um presidente eleito ou eleições diretas; é a submissão deste presidente (e de todos os políticos) as leis e a constituição.

Assim, se a Constituição Paraguaia prevê a deposição e todo o rito legal foi seguido à risca (mesmo que esdrúxulo aos nossos olhos), quem somos nós para interferirmos nos assuntos internos e soberanos de um país?

A interferência de Chávez e de seus simpatizantes na deposição de Lugo, vem muito mais do temor de que o mesmo lhes aconteça em seus próprios países do que, propriamente, pelo desejo de defender a democracia.

Aqui no Brasil, a ideia de que um presidente eleito por ampla maioria pode tudo (desde que tenha alta popularidade) foi vendida por Lula e usada para abafar todas as violações legais que o ex-presidente praticou durante seu mandato e continua praticando depois dele. Deixou-se de lado o princípio democrático de que todos são iguais perante a lei e se criou a figura do semideus político que tudo pode. A ideia de que a popularidade é igual a legitimidade e não o respeito às leis e a subserviência de todos os cidadãos (do mais poderoso ao mais humilde) a elas o que define uma democracia foi instalada em nossas mentes visando referendar e desculpar as atrocidades de Lula à frente do PT. Infelizmente, diferente dos hondurenhos e dos paraguaios, não tivemos a devida competência para mostrar que não desejamos semideuses e sim estadistas capazes de levar o Brasil para o lugar em que ele merece estar.

Portanto, se Lugo violou as leis de seu país e mostrou-se indigno de ocupar o cargo de presidente da república, os paraguaios têm todo o direito de dar-lhe “um pé na bunda” (exatamente como fizemos com Collor). É o desejo de manter os estados sul americanos sob o tacão da ideologia chavista que impele, essa gente que grita “golpe”, a querer ditar as regras que uma nação soberana deve seguir. Lugo mostrou-se incompetente desde os primeiros dias de seu governo e foi incapaz de lidar com os problemas paraguaios; concentrando-se apenas em torná-los nossos (a a administrar sua prole até então oculta).

Da mesma forma que Evo Morales só se sustenta no poder boliviano pelos rios de dinheiro que recebe de Chávez e do Brasil, Lugo deixou de lado as reformas e os problemas de seu país para eleger o Brasil como um inimigo particular do Paraguai e perseguir brasileiros que vivem naquele país, atribuindo a nós a culpa de todos os problemas paraguaios e exigindo, como um chantagista barato, cada vez mais recursos a título de compensação “pelos danos”.

Essa desculpa das atrocidades cometidas na Guerra do Paraguai simplesmente não cola mais. Os paraguaios e as esquerdas (que anseiam em nos fazer sentir culpados pela ineficiência e corrupção alheios) se esquecem de que foi o Paraguai quem começou o conflito e que ele já aconteceu há mais de cento e quarenta anos (tempo mais do que suficiente para que os paraguaios fizessem alguma coisa por si).

Portanto, o Brasil embarca mais uma vez na canoa furada chavista e grande parte da imprensa vai na mesma linha sem se dar conta de que estamos cometendo um erro. Lugo incentivou a violação de direitos civis e perseguiu cidadãos brasileiros que vivem e produzem no Paraguai; permitiu que grupos guerrilheiros se infiltrassem, armassem e treinassem os “sem-terra” paraguaios e permaneceu omisso enquanto essas milícias levavam terror e morte às margens de nossas fronteiras. Tudo isso sob a passividade criminosa de nosso próprio governo.

Se nem os próprios paraguaios estão reclamando da deposição de Lugo, quem somos nós para nos prendermos a um títere chavista e a um político sabidamente mentiroso e não confiável? Isso fica ainda mais grave quando o político em questão preside um país problemático às margens de nossas fronteiras e usa isso para extorquir o povo brasileiro como forma de esconder sua incompetência administrativa.

O Brasil deve, de uma vez por todas, deixar de lado a fantasia bolivariana e concentrar-se apenas em seus interesses e em se impor como nação dominante no continente, varrendo o bufão Chávez para o seu lugar de direito que é a vala comum da história destinada aos ditadores megalomaníacos e suas nações arrasadas por sua incompetência e sonhos de poder ilimitado.

Devemos assumir que temos muito mais a ver com a Europa e os EUA do que com a antiga URSS e abandonar o passado deixando, de uma vez por todas, o complexo de culpa que os agentes do atraso sempre quiseram nos incutir.

Máfia


Pois é. Toda máfia tem um chefe. E, se você ainda tinha alguma dúvida de que o PT de hoje é uma organização mafiosa e que Lula era seu chefe, definitivamente terá de tirar seu time de campo e repensar seu fanatismo pela legenda.

A chantagem – isso mesmo, não há outro termo para definir o que Lula fez – praticada do ex-presidente contra um dos ministros da Corte Suprema brasileira simplesmente traz a luz da verdade para todo aquele nebuloso episódio do Mensalão.

Na época, a defesa de Lula – aceita por aqueles que ainda acreditavam no mito do “Salvador Operário” – de que “não sabia de nada” ou suas declarações negando a existência do Mensalão (e tudo não seria mais do que uma sórdida manobra da oposição (e das “Zelites”) para acabar com o governo dele); pode ter convencido muitos dos fanáticos militantes ou dos esquerdopatas que se deixam cegar para os fatos e ainda imaginam que dentro do coração dessa corja ainda bate uma sombra da “alma de Che”.

Nada é mais certo do que o antigo ditado “quem não deve, não teme”. Afinal, se tudo não passou de “intrigas da oposição”; se eram apenas “mentiras da Veja”; se José Dirceu não foi o líder da quadrilha responsável pela montagem de um dos maiores esquemas de corrupção que o país já viu; se Lula era mesmo inocente ou o partido vítima de uma torpe infâmia, não haveria provas capazes de condenar ninguém. Então, porque chantagear Gilmar Mendes e ameaçá-lo com a CPI do Cachoeira em troca de seus serviços e empenho no atraso do julgamento do Mensalão?

A resposta é óbvia, caro leitor: Estão mais sujos do que pau de galinheiro e temem uma condenação no STF que afastaria da política – permanentemente – toda a cúpula petista numa única tacada. Muito mais do que uma execração pública das altas figuras, isso atrapalharia demais os planos mirabolantes do alto escalão petista de manter-se no poder por vinte anos e de roubar o que puder nesse período. Isso sem contar em banir de vez o sonho dourado de José Dirceu de ocupar a presidência.

O que causa estranheza e demonstra o total desespero de Lula (e do partido) é justamente o fato de investirem contra Gilmar Mendes. Classificado pelo próprio PT como um dos “Ministros Amigos” do STF. Gilmar é bem conhecido por livrar a cara de figuras expressivas do partido que batem às portas do tribunal para serem julgados por suas falcatruas. Suas decisões livraram a cara de Gushiken, Mercadante e Palloci.

O mais grave de tudo isso é que Gilmar Mendes revela que palavras ditas pelo próprio Lula confirmam que foi montada uma operação de “pressão total” sobre diversos outros ministros indicados para o STF sob a égide petista. Seriam usados Sepúlveda Pertence, chefe da Comissão de Ética Pública da Presidência, para pressionar a ministra Cármen Lúcia e seriam acirradas as pressões sobre o ministro José Dias Toffoli (Lula teria dito: “eu já disse ao Toffoli que ele tem que participar do julgamento”) que estaria impedido de julgar o caso pelo fato de sua namorada atuar na defesa de três réus e também, na época de sua indicação, afirmar no Congresso que se declararia incompetente para o julgamento.

O mais estranho de tudo é a falta de informação de Lula (talvez por não gostar de ler) ao chantagear Gilmar Mendes com seu envolvimento na Máfia do Cachoeira apenas por Gilmar ter apanhado uma “carona” para a Alemanha num jatinho pago a Demóstenes pelo contraventor para uma viagem do senador àquele país. Gilmar Mendes pagou as despesas do próprio bolso e tem os comprovantes da operação. O uso do jatinho foi apenas uma oportunidade fortuita e nada o incrimina como beneficiário do esquema (até porque não há prova alguma de que sabia quem estava pagando a viagem de Demóstenes).

Portanto, a você caro petista, rezo para que não se iluda mais. Se tudo isso ainda não serviu para mostrar que Lula e sua corja são um dos maiores males que o Brasil já viu; pergunte-se como alguém que não exerce profissão alguma desde a década de 1980 (e vive apenas da política) pode ser possuidor de uma fortuna estimada em dois bilhões de dólares? (Sem falar no enriquecimento meteórico de seu filho, durante o seu mandato)

O “rouba, mas faz” não pode ser tolerado em uma nação que carece de saúde, segurança, educação e de serviços de qualidade para sua população. Enquanto você bate palma para quem te rouba e chama de “pai dos pobres” os milionários que causam as suas desgraças; o país ainda padecerá mergulhado no atraso, na miséria e no genocídio silencioso, causado por esses corruptos, de populações inteiras.

Agradecimentos especiais

http://noturnopoetico.blogspot.com.br/ Obrigada  pela linda poesia a mim dedicada!

Pizza cara se vende em Brasília




Dizem que em São Paulo as pizzas são baratas porque há praticamente uma pizzaria em cada esquina. Aqui em Palmas os preços estão caindo, mas a profusão de pizzarias ainda tem que melhorar para forçar uma maior concorrência.

Já lá em Brasília a coisa parece não andar muito bem para os apreciadores desse prato italiano delicioso. Dizem que, por lá, as pizzas são indigestas e custam mais caro do que em qualquer outra parte do país.

De repente esse disse-me-disse pode ter se originado na atuação do governo federal que busca ativamente transformar em pizza, o mais rápido possível, o resultado da CPI do Cachoeira. Depois de converter em um dos maiores fiascos políticos de Lula o apoio à convocação da CPI, o PT e a base aliada claramente firmam acordos para conduzir a CPI a um resultado digno de um pizzaiolo maquiavélico.

A coisa é tão óbvia que eles sequer tentam disfarçar a famosa regra do “toma lá, dá cá” que rege a lealdade da tal “base aliada” e, em especial, do PMDB. No mesmo dia em que foram firmados os acordos necessários para evitar a convocação dos três governadores envolvidos no caso Cachoeira – Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ) – o governo “resolveu” liberar milhões em verbas para emendas de parlamentares ligados ao PMDB e para alguns envolvidos no próprio esquema investigado pela CPI.

Fica, pois, cada vez mais cristalina a disposição de não se investigar absolutamente nada e de fazer apenas um pequeno “show de mídia”, enquanto se corre por baixo dos panos para apagar os rastros e eliminar qualquer traço que possa levar a alta cúpula dos partidos políticos e, notadamente, do PT.

O uso dos serviços do ex-ministro da justiça Thomaz Bastos, remunerados ao preço de 15 milhões de reais, a “doação” milionária feita por Carlinhos Cachoeira à campanha de Dilma e a contratação, como “consultor” pela Delta, de José Dirceu (sempre ele) nos fazem pensar nas tramas e nas armações que essa corja deve estar realizando para evitar que seu envolvimento apareça ao “grande público” e exponha a real condição de ladrões descarados dos “pais dos pobres”. A atuação de Bastos já dispara boatos nas redes sociais de que seria bancada financeiramente pelo próprio Partido dos Trabalhadores como forma de garantir a Cachoeira à impunidade total ou, no caso de grande comoção popular, uma pequena pena repleta de regalias. Tudo isso como forma de assegurar que o bicheiro se mantenha calado e não revele as milhares de horas de conversas gravadas e arquivos de vídeo que permanecem em seu poder e provam, sem qualquer sombra de dúvida, as suas ligações com altas figuras da política nacional e do governo federal.

Seja lá como for, a grande verdade é que a CPI do Cachoeira vai custar muito caro aos cofres públicos e servirá muito pouco para esclarecer como um simples bicheiro de Goiás conseguiu se tornar um dos maiores corruptores do país, mantendo braços atuantes em praticamente todas as instituições da República.

Alienação


Enquanto as atenções da mídia voam entre a farsa da CPI do Cachoeira e a luta do PT para abafar o julgamento do Mensalão; a massa alienada só quer saber de detalhes da recuperação do cantor sertanejo, do roubo das fotos de Carolina Dieckmann e da entrevista da Xuxa. A “Grande Imprensa” garante o preenchimento da telinha no horário nobre com tudo; menos com o que realmente interessa.

Enquanto se perde tempo e se foca a atenção no circo armado pelos próprios acusados e cúmplices para evitar a divulgação de mais envolvidos e a realização de investigações mais aprofundadas do mais novo escândalo da República; a corja de ladrões que enche o Congresso Nacional trabalha celeremente para solapar a Lei da Ficha Limpa e poder roubar sem ser incomodada por essa gente chata que pensa ser a política um lugar que deve ser reservado apenas para gente honesta.

Aproveitando o “spray” da Cachoeira e a nebulosidade natural que ele provoca, o deputado Roberto Balestra (PP-GO – Será Partido da Propina do Estado da Cachoeira?) entra com um “projeto relâmpago e secreto (sequer foi listado na ordem do dia). É o projeto 3839/2012 que visa reduzir o alcance da Lei da Ficha Limpa ao determinar que a certidão de quitação eleitoral será dada aos candidatos que apresentarem à Justiça Eleitoral a prestação de contas da campanha anterior, conforme determina a lei, “ainda que as contas sejam desaprovadas”. Ou seja, mesmo que o ladr… digo, candidato não tenha apresentado suas contas da campanha anterior dentro “dos conformes” ele poderá concorrer às novas eleições mesmo com as conta reprovadas.

E a coisa não para por aí. Os caras querem aprovar o projeto, agora no Senado, a “toque de caixa”. Sem qualquer debate e, de preferência, sem que seja levado ao conhecimento do público. A pressa visa fazê-lo valer ainda para as eleições deste ano. Como a medida os favorece, a cúpula mafiosa de Brasília alega que não há necessidade de se ater ao princípio da anualidade (a lei só valeria a partir do próximo ano). Fato este, aliás, defendido por eles, com unhas e dentes, quando da aprovação da Lei da Ficha Limpa.

O detalhe fundamental é que sequer houve debate na Câmara. A votação foi na base do “Tiro Certo” e quase todos os partidos concordaram (o único a dizer “não” para essa imoralidade foi o PSOL). O projeto é uma demanda dos partidos que, liderados pelo PT, já vinham tentando derrubar esse ponto da lei no STF. Assim, visando burlar a inevitável lentidão do tribunal, “Vs. Excrescências” resolveram “sujas as mãos” (mais ainda) e tomar as rédeas da cafajestagem eles mesmos.

Enquanto isso vamos bater palmas para o circo da CPI, chorar com as revelações tardias da Xuxa, rir de felicidade com a recuperação do sertanejo e criticar os hackers que meteram Carolina Dieckmann nessa confusão. Afinal, vem aí a Copa do Mundo, as Olimpíadas e o Brasileirão só está começando. Isso é claro, sem falar no drama envolvendo a Carminha, o Jorginho e a Nina e a estreia de Carrossel.

Para que se preocupar com os ladrões e mafiosos de sempre? Vamos reelegê-los mesmo. Ou você acha que vamos perder a doce oportunidade de manifestar nossa indignação, com a roubalheira generalizada, na mesa do bar nos dias sem futebol?

Sinto náuseas


Alguns leitores ainda acreditavam que a CPI do Cachoeira era “prá valer” e ia apurar alguma coisa. Outros achavam que julgar a CPI como algo predestinado a se transformar numa das maiores piadas que a política nacional já viu era “coisa da Globo”. Mas, o que presenciamos ontem, no plenário da CPI, simplesmente corroborou o que todo mundo já sabia “bem lá no fundo”: está tudo mesmo acertado para que não se chegue a lugar algum ou, no máximo, se punam os atores já conhecidos e fartamente banhados pela grana do Cachoeira já expostos na mídia.

Não se pode levar a CPI a sério e concordar com a não convocação e com a recusa em quebrar os sigilos (fiscais, bancários e telefônicos) dos governadores e demais políticos citados diretamente pelo contraventor (durante as escutas e por filmagens) como participantes do esquema. Marconi Perillo (PSDB/GO), Agnelo Queiroz (PT/DF), Sérgio Cabral (PMDB/RJ) e os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO) e Sandes Júnior (PP/GO) estão envolvidos e enrolados nessa história nojenta até o último fio de cabelo e devem prestar esclarecimentos de suas ligações com o bicheiro.

Os casos de Sérgio Cabral e Agnelo Queiroz são os piores porque estão atuando ativamente para ficarem a margem das convocações. Um indício fortíssimo de que temem uma investigação séria. Sérgio Cabral, inclusive, não tem como explicar as ligações íntimas e extremamente “ativas” que tem com um dos principais braços do esquema que é a construtora Delta.

Ao mesmo tempo, fica muito difícil compreender como uma das maiores construtoras do país, dona de grande parte dos contratos do PAC e da Copa do Mundo, de repente se declara incompetente para executar as obras para as quais foi contratada e abandona os canteiros de obra ao “Deus dará” e para a concorrência.

Paralelamente a isso, seu principal executivo renuncia ao cargo, vende a empresa para uma outra que não tem qualquer ligação com construção (um frigorífico financiado diretamente pelo Tesouro Nacional), numa evidente operação “abafa” e de “queima de arquivo” ordenada claramente por membros ligados à quadrilha e que ocupam altos postos na República (afinal, colocaram o BNDES na festa e estão lavando o dinheiro da corrupção diretamente nos cofres do Tesouro Nacional, e isso não pode ser ordenado por um simples bicheiro).

A mensagem “sms”, enviada por Vaccarezza (PT/SP) ao governador do Rio (Sérgio Cabral), dizendo explicitamente: “A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe você é nosso e nós somos teu (sic)”. Já mostra de forma límpida e absurda o jogo sujo e asqueroso que está sendo feito fora das câmeras pelos integrantes da base aliada e pelos envolvidos no esquema. Este senhor (Vaccarezza), aliás, sempre tem sido colocado pela direção do PT a frente da situação nos últimos escândalos em que o PT tem se envolvido. Atuou e atua como uma “eminência parda” fazendo a conexão entre os que realmente mandam no PT de hoje e os diretamente envolvidos nos escândalos que veem à tona. Sua figura, supostamente, representa a “mão salvadora do governo” que busca tranquilizar os envolvidos e firmar os acordos visando que eles se calem agora para serem recompensados no futuro; se safem depois de bem protegidos e orientados ou simplesmente caiam calados para evitar um “mal maior” a eles mesmos (como no caso Celso Daniel).

O certo mesmo é que a CPI do Cachoeira parece muito mais com uma reunião da cúpula da “Cosa Nostra”, decidindo o que fazer para amenizar os estragos provocados pela descoberta de suas operações em determinada área, do que propriamente algo que pode ser levado a sério em matéria de investigação, apuração e punição de crimes. Como qualquer pessoa de bom senso diria, diante do que até agora vimos, a CPI do Cachoeira é um lugar para bandido nenhum ficar com medo.

DEGRADAÇÃO PLENA


Ninguém mais do que eu quer ver o Mensalão julgado e a corja de corruptos na cadeia ou destruída politicamente. Mas, que a CPI do Cachoeira deveria mesmo chamar o Procurador Geral da República para explicar quais foram os motivos que o levaram a engavetar as conclusões do inquérito da Polícia Federal desde 2009; isso deveria.

Infelizmente, chegamos a tal ponto de degradação de nossas instituições republicanas, tomadas pela corrupção sistêmica em níveis absolutos e pelo aparelhamento ideológico, que somos obrigados a engolir esse comportamento totalmente estranho do procurador, sob pena de inviabilizarmos uma possível condenação dos réus do Mensalão.

Assim, para evitar um mal maior (a absolvição de corruptos da mais alta estirpe pela prescrição de seus crimes), devemos fechar os olhos para a ineficiência; para a incompetência ou mesmo para a cumplicidade com um dos maiores esquemas corruptores que o Brasil já viu da figura que deveria representar os interesses e defender judicialmente o povo brasileiro. Afinal de contas, a função do Procurador Geral da República é justamente esta: proteger os interesses do povo contra os desmandos dos três poderes e seus membros.

Mesmo sabendo que a convocação do procurador, especialmente pedida com o afinco extraordinário da turma do PT, é meramente uma manobra para provocar o impedimento de sua participação no julgamento (pois o procurador, como acusador, não pode servir como testemunha e, ao fazê-lo ficaria impedido); é patente que algo muito estranho aconteceu e deveria ser trazida a luz da verdade e que a convocação tem como objetivo maior causar a queda do Procurador através da criação de dúvidas sob a sua lisura profissional.

Fatos tristes como estes só podem acontecer sob a égide de uma nação alienada cujo povo pouco se preocupa com o estado de suas instituições políticas. Tal nível de corrupção, tão facilmente tolerado e assimilado pela população, acaba se voltando exatamente contra o cidadão tornando-o indefeso frente ao Estado.

Se nem mesmo as instituições que deveriam ser o último bastião da defesa do cidadão comum contra os desmandos das autoridades e a prepotência do Estado são confiáveis ou desempenham seu trabalho de forma limpa e eficiente; o perigo de descambarmos para um Estado totalitário se torna real e perigosamente presente.

Pois, se todas as instituições republicanas passam a servir apenas a quem lhes afaga o bolso, derrama-lhes propinas ou simplesmente apenas defende os interesses de quem nomeia seus membros; qual esperança teria o cidadão comum de defender-se contra abusos cometidos pelas autoridades que teriam pleno domínio de toda a máquina legal da nação?

Esse é o ponto definitivo do debate e a mostra mais perversa da situação em que nos encontramos atualmente. Dominados e paralisados pela corrupção ou escravos do aparelhamento de nossas instituições por orientações ideológicas de qualquer natureza. Assim, somos obrigados a fechar os olhos para um possível crime como única forma de ver um mal maior punido.

Coisas estranhas


Mesmo amando o solo onde nascemos, ninguém melhor do que nós mesmos para saber de suas mazelas e de seus defeitos. Da mesma forma que não existe ninguém perfeito; igualmente os países têm suas vantagens e desvantagens em seu “modo de ser”.

Mas, é inegável que o Brasil de uns tempos para cá vem se tornando um verdadeiro “samba do crioulo doido” em matéria de coerência (vão querer me processar por racismo). Algumas coisas têm acontecido que, sinceramente, deixariam de cabelo em pé o mais manso dos monges budistas e paralisariam o mais temível e fanático terrorista.

Todo mundo lembra que, depois do “Onze de Setembro”, os americanos endureceram dramaticamente suas medidas de segurança para estrangeiros. Absolutamente todos os passageiros são obrigados (até hoje) a retirarem seus sapatos para que os mesmos sejam vistoriados em busca de possíveis explosivos. Uma grande e idiota celeuma foi levantada por alguns setores da esquerda brasileira quando um de nossos embaixadores, voando em avião de carreira, teve de se submeter ao mesmo tipo de revista que todos os demais passageiros.

Pela simples falta de bom senso em compreender que aquilo era uma norma de segurança PARA TODOS e que tinha como objetivo a proteção do avião e de seu conteúdo em vidas (sem falar nas vidas em terra) e o costume de receber privilégios pelo simples fato de ocupar cargo público (a famosa república do “você sabe com quem está falando”); a grita geral era de que o governo “de direita” de FHC havia se submetido aos “imperialistas” e passado uma “vergonha” humilhando nossa nação.

Pois é. Para mostrar como essa gente pensa apenas em seus próprios umbigos e não está nem aí para a soberania de nossa nação (desde que os cofres sejam mantidos abertos), episódio bem semelhante (este sim humilhante dadas as proporções que Longe de ser “desacatado” por uma medida de segurança imposta por uma outra nação soberana em seu território e só aplicada lá; o governo brasileiro foi publicamente xingado e sofreu uma descompostura internacional ao ser chamado “às favas” por um representante de uma mera empresa particular que nos julgou incompetentes, preguiçosos e dignos de um “chute no traseiro” para que o mundo todo ouvisse em alto e bom som. Como sempre, os “nacionalistas” pularam e gritaram que o tal representante seria “banido” das negociações e o Brasil, como “nação soberana”, não mais sentaria à mesa com “aquele cidadão”.

Bastou que o presidente da tal entidade (a FIFA) batesse o pé: “Se quiserem a Copa é com Fulano e só”. E toda aquela revolta nacionalista foi para o vinagre com uma velocidade espantosa. Agora, se era uma humilhação atender a uma lei de outra nação soberana em seu território; o que será ser xingado por um mero ASPONE de uma simples empresa e depois de espernear e vomitar asneiras, sentar-se ao lado do mesmo ASPONE como se nada tivesse acontecido e ainda trocar sorrisos com ele?

Outra coisa estranha que acontece por aqui é a forma imbecil e pusilânime como conduzimos nossas relações com nossos vizinhos continentais. O Mercosul é uma mera fantasia bancada por nós, enquanto a Argentina e outros países torpedeiam nossos produtos com tarifas alfandegárias “a dar com o pau”; retém documentos ou criam dificuldades para a exportação de nossos produtos (acabaram de proibir a importação de nossa carne de porco e derivados) sem que ninguém lhes dê o troco ou mostre que somos o fiel da balança no continente e não vamos aceitar ser feitos de bobo.

O exército boliviano invadiu nosso território com tropas armadas, atacou e incendiou casas de cidadãos brasileiros em nosso lado da fronteira e tudo que nosso governo fez foi “cuidar do caso” enviando dez soldados (isso mesmo) para uma região de floresta maior do que a Cidade do Rio de Janeiro. É lógico que ninguém vai declarar guerra contra a Bolívia (afinal de contas, uma possível conquista daquele país ia trazer mais problemas do que soluções ou lucros). Mas, uma nação que deseja ser chamada de potência não pode deixar que unidades militares regulares invadam seu território a mando de um governo estrangeiro e fique tudo por isso mesmo.

Criticou-se o governo FHC em relação ao fechamento da área de fronteira do Rio Paraguai que vinha se transformando num verdadeiro paraíso das armas e drogas. Para a "esquerda” a coisa soava como fascista e imperialista e para os paraguaios (aquele país ordeiro e cheio de gente que segue as leis à risca, com uma polícia atuante e honesta como a nossa) era algo inominável. Abandonamos o fechamento e, hoje, quem quiser pode assistir as imagens das cargas de drogas, armas e qualquer coisa desejada passar por barcos bem embaixo dos olhos de nossos fiscais na “ponte da amizade”.

As verdadeiras “asas do fascismo” estão presentes na alma das esquerdas brasileiras que pararam no tempo e se imaginam impondo à nação brasileira parâmetros de controle estatal dignos da “Era Stálin” ou mesmo práticas do Nacional Socialismo Alemão.tomou) se repetiu no governo esquerdista que ocupa agora o poder.E antes que você militante de esquerda venha me xingar; saiba que esta constatação é de um dos maiores expoentes da atual esquerda brasileira, o Senador Randolfe Rodriguez do PSOL/AP. Ele chegou a essa conclusão (que para mim é óbvia e se manifesta claramente na forma criminosa como é conduzida a militância petista e da esquerda em geral nos dias de hoje) ao ser acusado por membros de seu próprio partido de “ter-se vendido ao imperialismo” pelo simples fato de propor a criação de um ponto turístico no Amapá. Seria um Museu que mostraria a participação do povo amapaense no esforço aliado no combate ao nazifascismo durante a Segunda Grande Guerra. Tudo isso pelo fato do museu ser criado com verbas da Secretaria da Cultura do Amapá e do Governo Americano (já que, a exemplo do Nordeste, havia uma base americana lá durante a guerra).

Crítica igualmente estúpida se deu quando ele buscou investimentos estrangeiros para alavancar a economia do Amapá. Seus correligionários embarreiraram o processo por acharem que se tratava de “uma conversão ao capitalismo”. Como sempre, nossa esquerda prefere que o povo passe fome – dentro do mais profundo pensamento socialista – ou fique dependente das esmolas que lhes são atiradas sob o disfarce das famigeradas bolsas (assim se garantem escravos votantes).

O corajoso senador ainda dispara:

(…) É uma argumentação tosca, inadequada, e não é de esquerda. É fascista. Hitler e Mussolini defendiam a mesma ideia de realidades isoladas, sem diálogo com o mundo. (…)

(…) Quando defendi a construção de um museu sobre a luta dos aliados no combate ao nazifascismo, afirmaram que eu tinha me convertido ao imperialismo. Existe uma lógica autofágica dentro do partido. Não há compreensão de muitos setores a esse espaço do Parlamento. Há uma conversão da idiotice em má-fé. Eles não leram uma obra básica do Lenin: Esquerdismo, a doença infantil do comunismo.(…)

Isso sem falar nas recentes tentativas de impor a censura em obras consagradas de nossa literatura (Monteiro Lobato, Cabeleira do Zezé, Nega Maluca e outras obras imortais de nossa cultura agora são “racistas”) e a praga do politicamente correto que vem sendo implantada por setores “de alto zelo” da esquerda em busca verdadeiramente de notoriedade. Eles veem racismo e preconceito em tudo como forma de dar asas ao seu desejo de censurar a forma como pensamos e nos comunicamos e formatar nosso pensamento e nossa cultura conforme os ditames dos burocratas imbecis e sem talento de algum “movimento social”. Exatamente como os censores do Regime Militar, eles têm apenas sua própria mediocridade e ódio a criatividade como mola propulsora.

Erros sem volta


A imprensa do país para entre a farsa da “Pizza de Cachoeira” da CPI e a “importantíssima” notícia de que vazaram na Internet as fotos da Carolina Dieckmann pelada. A primeira notícia nada mais é do que uma cortina de fumaça para tirar o foco da marmelada que vem sendo armado no STF para atrasar o julgamento do Mensalão e garantir a impunidade para a corja de ladrões que posa de autoridade em nossa pobre nação bovina. A segunda, mesmo reconhecendo a sua importância de caráter pessoal para a atriz, não merecia o destaque profundo e rico em detalhes que a mídia vem dando a um caso de impacto meramente individual.

Com isso, a desinformação é levada ao máximo da cara-de-pau e assuntos de extrema importância para o futuro de nosso país ficam relegados a notinhas de rodapé ou a menções “de passagem” nos jornais e blogues aqui e ali.

Um dos exemplos desses assuntos é a descoberta de dez pistas de pouso clandestinas em reservas indígenas espalhadas pela Região Norte. Depois da onde de demarcação de reservas imensas nas áreas de fronteira de nosso território, multiplicaram-se os casos de pistas clandestinas, invasões de tropas estrangeiras (notadamente da Bolívia) e a exploração de riquezas minerais e vegetais nessas áreas por estrangeiros. O governo federal ignora o perigo e os prejuízos cada vez maiores envolvidos nessas práticas ilegais e da liberdade total aos índios para fazerem o que quiserem em suas terras; transformando-as em verdadeiras terras sem lei. Os casos de presença estrangeira ou de bandidos nessas reservas é tão grave que preocupa até a própria FUNAI que defendia a criação dessas reservas com unhas e dentes.

O mesmo se deu com a tomada pelos índios das terras entregues a colonos pelo governo da Bahia há mais de quarenta anos. Mesmo nunca tendo havido habitação indígena na região (é sempre bom lembrar que a área estava sendo estudada para ser transformada em reserva para índios que viriam de outras localidades, mas isso nunca aconteceu). Ao entregar terras férteis e legalmente produtivas há mais de quarenta anos, o STF interrompe o ciclo produtivo da região e a lança imediatamente no risco de ser utilizada por traficantes e contrabandistas de toda espécie como as demais.

O sucesso dos índios, impulsionados por ONG’s estrangeiras e aliados de ocasião já está provocando uma enxurrada de reivindicações por parte de outras tribos que reclamam a posse de grandes áreas de terras férteis por todo o país.

Se somarmos a isso a questão do código florestal, que segundo os moldes em que foi concebido transformará o Brasil em importador de alimentos em poucos anos, o povo brasileiro tem que deixar de se iludir com o canto da sereia e de levar-se apenas pela propaganda bonitinha ou pelos pedidos lacrimosos dos artistas da Globo. Nossa nação já tem mais de 1.268.000 km² de áreas ambientais protegidas (algo em torno de 14,9 % do território nacional) e mais 1.096.000 km² de reservas indígenas (mais ou menos 13% de nosso território). Isso tudo já configura quase 28% de nossa área total.

No ritmo que as coisas estão sendo levadas, muito em breve seremos nós a bradar pela criação de reservas de proteção e pelo auxílio das ONG’s internacionais para bancar o alto custo da obtenção de comida e a escassez de recursos naturais; afinal, tudo isso estará nas mãos dos índios ou de seus “amigos” norte-americanos, holandeses, franceses, alemães, noruegueses, etc…

Depois de amargar na luta contra a ditadura e contra a falta de liberdades, o brasileiro passou a achar “bonitinho” ser “de esquerda” e pecaminoso defender os interesses do país. Alguns intelectuais taxaram até de “fruto da ditadura” aulas sobre política e o funcionamento das instituições republicanas nas escolas brasileiras. Torcem o nariz para algo que é “de direita”, um ranço da ditadura e acham melhor o estudante ser desinformado, alienado e completamente obtuso em tudo que diz respeito à arte de governar e a importância que o cidadão tem nesse processo.

Nossa esquerda, nosso povo e principalmente nossos intelectuais devem compreender que o Brasil é o gigante a ser batido enquanto ainda está fraco e dominado pela corrupção, pelo atraso e pela mentalidade culpada que sempre desejaram nos impor. A pergunta a ser respondida é bem simples e deve ser feita sempre que “mensagens bonitinhas” comecem a ser enfiadas goela abaixo da audiência visando garantir “belos interesses”:

A quem interessa inviabilizar nossa produção agrícola de larga escala, nossa exploração de recursos naturais vastíssimos, o domínio total de nosso próprio território e a manutenção de nossos jovens na ignorância e no obscurantismo sobre sua própria cidadania?

Certamente não a nós.



Mentira E Desigualdade


Libertar uma nação da miséria, da escravidão e da ignorância leva tempo e custa caro. Mas, se você tem prioridades, investe seu tempo e suas forças onde deve; as coisas parecem acontecer por magia.

Muitos prometem isso. Poucos cumpriram até agora. Mesmo alguns, que levaram suas nações ao mais alto desenvolvimento, acabaram perdendo o rumo e transformando seu povo em mera massa de manobra e acabou por destruir as conquistas anteriores, mergulhando suas nações no mais profundo caos.

Por aqui experimentamos algo assim. Um governo que alardeia conquistas, muito mais oriundas de conjunturas internacionais favoráveis do que de suas ações sérias e acertadas, parece gozar da confiança inabalável de seu povo no sentido de que será capaz de liderá-lo a um paraíso desenvolvimentista futuro.

Infelizmente, as desigualdades teimam em desafiar a propaganda bem paga e bem elaborada e adoram destruir ilusões demagógicas criadas por mentes perversas. A lição é simples: Mesmo que ideologicamente aceitáveis e plasticamente bem apresentadas, as mentiras alardeadas sempre perderão para a alta densidade de realidade que as desigualdades carregam. Pode demorar, mas uma hora ou outra a realidade sempre da o troco da forma mais cruel possível.

Assim, de uma hora para outra, o Brasil se tornou a sexta economia do mundo e a “Terra Prometida” dos pobres. Uma nação de famintos foi libertada para o consumo e para o crédito fácil que a levou a uma sensação de melhora social e a uma ilusão de desenvolvimento.

Mas, enquanto as mentiras ufanistas ainda embotam a visão de muitos, a dura e densa realidade por trás das desigualdades força – aqui e ali – a exposição da face horrível e disforme de nossas mazelas aparentemente incuráveis. A “Terra da Promissão” parece desaparecer e se transformar na “Terra da Enganação” para uma parte cada vez maior do povo.


Açoitados pelo látego cruel e sem paixão que a realidade empunha com ferocidade incomum; a sociedade brasileira vê apática suas desigualdades se manterem firmes e a escravidão intelectual de seu povo erguer-se cada fez mais alto e fincar os pés no chão cada vez mais profundamente.

Enquanto as manchetes vomitam altíssimos índices de popularidade e alardeiam a existência de vitórias econômicas que parecem pertencer a um mundo diferente do que vive o cidadão comum, o brasileiro ainda precisa pisar em seus dejetos para entrar e sair de casa.

Enquanto a inadimplência cresce, embalada pelo consumo aquecido de uma população que não possui renda suficiente sequer para subsistir e é sistematicamente enganada pelas promessas vazias daqueles que apenas desejam o próprio bem-estar; as geladeiras, TV’s de plasma e máquinas de lavar roupa – compradas a perder de vista com juros altíssimos – são mantidas orgulhosamente em funcionamento com geradores ou a força de um bom balde d’água (afinal, grande parte dos lares não possui água encanada ou luz elétrica).

Enquanto gastam-se bilhões e bilhões em obras sem qualquer sentido ou se garante a continuidade da miséria e da escravidão através da simples doação de dinheiro aos pobres; soluções simples, baratas e eficazes para os problemas da pobreza e da falta de oportunidades são abandonadas ou simplesmente ignoradas como forma de manter o povo escravo e ávido pelas migalhas que lhe atiram.

Mais do que comprar uma TV nova, uma máquina de lavar ou mesmo um carro em prestações que se dispersam no horizonte; o desenvolvimento de uma nação se mede pela qualidade da educação a que suas crianças têm acesso; pelo comportamento ético de seu povo; pelo acesso a coisas simples e sem importância como água encanada, saneamento básico e a um serviço de saúde minimamente confiável e humano.

Então me diga, caro leitor, somos mesmo esse milagre que dizem por aí?

XÔ SATANÁS


Quando defendem a origem do dinheiro, os bispos querem apenas lavar os pecados do mundo. Isso é que é espírito de corpo. Vade retro satanás! 

É VERDADE...

Lá pelos anos 40/50 do século passado, um certo dia, cansado de ser chantageado e de pagar propina ao poder constituído, Don Corleone -il capo de tutti capi - tomou uma decisão que instituiu a relação do crime com o governo que foi adotada pelos países mais corruptos do mundo. Chamou seus mafiosos e disse: 


- Chega de corromper deputados, senadores, juízes, promotores, sindicatos, governantes... Basta! 


Houve um momento de certa perplexidade. Mas o Chefe logo explicou e justificou os novos tempos:


- Agora, nós também seremos deputados, senadores, juízes, promotores, donos de sindicatos e
governantes. 

Dito e feito. De lá para cá, o crime infiltrou-se nos poderes constituídos, nos organismos públicos e suas circunstâncias, onde se encontra até hoje gozando a maior dolce vita. 


O sistema contaminou gerações e atravessou fronteiras. Chegou ao Brasil e logo infiltrou o espírito da Máfia no corpo do Estado. I la nave va.
 


Preciso de uma explicação...

Há algo de podre na economia de um país em que o litro da gasolina é mais caro que uma garrafa de cerveja.

É MOLE?

Então, se não fosse a equipe de jornalismo fantástico da Rede Globo, o governo continuava bobo. Agora já sabe como é que funciona a Máfia da Propina em licitações mandadas aviar pelo Ministério da Saúde.

Faz de conta que daqui pra frente tudo vai ser diferente. Que desmascarados e capturados os malfeitores de licitações malfeitas envolvendo hospitais de universidades federais, o governo aprendeu a ser gente.

Até parece que isso não é o "jeito PT de governar" implantado ao longo dos oito anos luláticos e espalhado que nem cobra pelo chão do País nesses 14 meses de domínio dilmático.

Licitação é praga que contamina o Brasil desde os tempos em que ainda não fora instalada a República dos Calamares. O organismo público brasileiro está contaminado pela vírus da licitação, sofre da Síndrome do Toma lá-dá cá.

A "estratégia de coalizão pela governabilidade" instituída por Luiz Erário Lula da Silva apenas aprimorou a técnica do balcão de negócios. Tudo é - nos poderes constituídos e nas forças-vivas instituídas - só uma questão de preço. E de moeda.

Qual é mesmo a diferença entre os 20% de propina para um "gestor de compras" do governo e uma empreiteira, prestadora de serviços, ou um consultor que pode até, quem sabe, entregar caças franceses em troca e - diga, por favor, a diferença - uma centena de cargos e dezenas de ministérios de quebra para um PMDB, um PR, um PCdoB ou PSB integrar a "base aliada"?!?

No primeiro golpe, a propina é paga em dinheiro sonante que pode responder em qualquer idioma; na segunda empulhação, a moeda de troca sai das entranhas do organismo estatal. A diferença, a Globo e o povo que não é bobo já sabem: a propina das licitações é feita às escondidas; já a gandaia da compra e venda de alianças é feita desavergonhadamente, em dinheiro vivo, ministérios, cargos e bens da coisa pública, ao mais amplo e pleno sol da liberdade. Essa pandilha de sevandijas já não sabe e nem precisa fazer nada diferente. É o seu jeito de governar.

RODAPÉ - Tudo que tem vindo à tona nesse mar de lama que afoga a nação emerge pelo faro da mídia que nada de braçada nas águas nem sempre límpidas de suas próprias linhas editoriais. O Parlamento, as autoridades, o Executivo, o Judiciário só mergulham no problema de carona. Dão entrevistas, esbravejam e ameaçam convocar CPIs e iniciar ações de fato e de direito depois dos jornais, revistas e programas de domingo. Com o dinheiro, o poder, a obrigação funcional, as centenas de assessores que têm a sua disposição, já deveriam estar investigando há muito tempo cada porta de rua, cada saída de fundos, cada garagem e cada porão da Esplanada dos Ministérios, maior lixeira a céu aberto do Brasil. Não é nem sequer uma questão de vontade política; trata-se de uma simples questão de vontade. Pura e simples. Certamente pura demais; simples demais.

Verba pública financia carreira de neto de Fittipaldi, nos EUA


Além de financiar a escola de pilotos do comentarista Galvão Bueno, como se divulgou há poucos dias, a Lei de Incentivo ao Esporte tem outro famoso na lista dos beneficiados por  dinheiro público no automobilismo de competição: Emerson Fittipaldi.
Em setembro do ano passado, o Ministério do Esporte aprovou projeto de R$ 1 milhão para o “Programa de Formação do Piloto Pietro Fittipaldi, na Fórmula Nascar”. Dinheiro da Lei de Incentivo ao Esporte que já foi captado.
Pietro, de 15 anos, é neto de Emerson, nasceu e mora nos Estados Unidos, onde disputa a categoria de automobilismo.
Barbaridades
R$ 10,5 milhões: é valor total para projetos gerais de automobilismo aprovados pelo Ministério do Esporte, entre 2011 e 2012.
Só a Associação das Equipes e Pilotos de automobilismo Amador vai levar R$ 3,6 milhões. Outros R$ 2,1 milhões vão para o Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3.
Repito, a lei permite, mas faltam critérios do Ministério do Esporte para limitar projetos como esses, pois quem é profissional de automobilismo têm alto poder aquisitivo.
Desperdícios
Claro que automobilismo merece apoios, mas que venham da iniciativa privada! Diante dos gravíssimos problemas de estrutura para a prática esportiva em comunidades carentes, aplicar dinheiro público na formação de  pilotos é um deboche.
Lembro que apenas 53% das escolas públicas brasileiras têm uma quadra “decente” para a prática esportiva da garotada.
Esse contraste demonstra a total ausência de políticas públicas e definições de prioridades do governo para o esporte, como já denunciou o Tribunal de Contas da União. Denúncias, apenas isso…
Farra
Não podemos esquecer que a Lei de Incentivo ao Esporte usa recursos do Imposto de Renda. O governo abre mão de R$ 300 milhões anuais para aplicar em projetos que contribuam, de fato, para o fortalecimento e desenvolvimento do esporte.
No entanto, num país com limitações de verbas para as áreas da educação e da saúde, principalmente, o dinheiro público que falta aos hospitais, por exemplo, destina-se à elite, aos que usam nomes consagrados para captar com facilidade verba pública do imposto de renda.
Agressão
Há seis anos o Ministério do Esporte fecha os olhos a essa falta de planejamento, metas e prioridades para o uso do bem público, com total omissão do Conselho Nacional de Esporte.
Assim, o Conselho afronta as políticas econômicas do Ministério do Planejamento, da Receita Federal, do próprio Palácio do Planalto, que alertam para a necessidade de fixar prioridades nos gastos públicos. E a nossa prioridade no esporte não é o automobilismo de competição.
A Lei de Incentivo precisa urgentemente de uma revisão de critérios. Enquanto isso, continuaremos jogando dinheiro pela janela do desperdício.
Proponente: Instituto Emerson Fittipaldi -02.339.999/0001-23
Título do Projeto:
Programa de Formação do Piloto Pietro Fittipaldi na NASCAR
Nº SLIE:
1101751-15
UF:
SP
Nº do Processo:
58701.000154/2011-45
Estimativa Público:
2160001
Valor Aprovado para Captação(R$):
1.001.203,00
Prazo para Captação: