Vinte anos depois de ter governado o Rio Grande do Sul, o senador Pedro Simon (PMDB) requereu, e conseguiu, aposentadoria por ter ocupado o cargo. Simon (foto) já recebeu cerca de R$ 52 mil referentes aos meses de novembro e dezembro e uma parte do 13º de 2010.
Pela lei estadual 10.548, de 1995, para receber esta aposentadoria, o ex-governador deveria abrir mão do salário de senador. Essa lei gaúcha atualizou a legislação de 1979 sobre a aposentadoria dos ex-governadores e proíbe o pagamento se o beneficiário receber remuneração por ocupar função pública ou emprego em empresas estatais.
A aposentadoria de governador no Rio Grande do Sul equivale ao salário de um desembargador do Tribunal de Justiça daquele estado, cujo valor é de R$ 24.117,62. Hoje, depois do reajuste de 61,8%, o salário de senador é de R$ 26,7 mil. Simon é considerado pela imprensa política como um dos baluartes de moralidade do PMDB no Congresso e no ano 2000 chegou a fazer voto de pobreza ao ingressar na Ordem Terceira de São Francisco.


A partir de então as universidades começaram a reagir e tem se mostrado preocupadas em extinguir tais práticas. Através de campanhas de conscientização, incentivo aos chamados trotes cidadãos ou trotes solidários, como também muitas universidades têm criado centrais de atendimento que recebem denúncias de casos de abuso. Como pro exemplo é caso da USP que implantou o Disque Trote (