Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!
A palavra "idiota" vem do grego "idiótes" e era usada para designar quem não participava da vida política (Gilberto Dimenstein)

Um artigo do Gilberto Dimenstein, publicado em seu blog, resume parte do meu sentimento ao acompanhar o desfecho da luta entre os humoristas e a censura contra as piadas sobre políticos.

É interessante este assunto... Não consigo deixar de pensar que os humoristas estão é apelando. Afinal, que humorista consegue competir com o horário político? Tem que ser um gênio, com vários gênios na equipe criando roteiro para ganhar da baixaria generalizada que é o horário político. Um verdadeiro show de horrores.

É...mesmo assim é mais trágico do que cômico.

O Tiririca virou o símbolo da palhaçada que é o horário político. Todos falam dele, da dupla KLB, mulher Pêra, Esper, Maguila, Marcelinho Carioca, etc.

Mas o fato não é só o ridículo destes que se expõem ao ridículo propositadamente, para atrair aqueles votos de protesto.

O Tiririca é um dos menos piores. Ele é fruto de uma abertura equivocada, em nome da liberdade, que existe na política.

E que abertura é essa? É a regra que permite a eleição de gente despreparada para ocupar cargos.

Não é brincadeira quando se diz que nossa democracia é levada na gozação. É gozação mesmo. É piada, de mau gosto.

A democracia que permite a um inepto ser eleito para cargos de elevada importância é, na verdade, uma tentativa de esconder um de nossos mais sérios problemas: a falta de educação de nosso povo; o “emburrecimento” do brasileiro.

Se queremos que todos os brasileiros tenham igualdade, e condições para se tornar elegíveis, teríamos que preparar a todos. Teríamos que proporcionar educação, criar oportunidades. E não simplesmente banalizar o cargo público que será ocupado.

Não precisa exigir diploma, basta que para se candidatar o indivíduo, no mínimo, seja obrigado a se especializar durante alguns meses ou anos em algum curso preparatório para o cargo.

Afinal, está se candidatando a representante de uma cidade, região, estado, país, etc. Seja para o executivo como para o legislativo.

Seria o mínimo, mas isso beira a utopia.

Acho que o Tiririca não é dos piores pelo fato de estar esculachando. É a cara do brasileiro que perdeu a esperança na política.

Representa fielmente a imagem que a maioria dos brasileiros tem da política e dos políticos. O Tiririca é conseqüência e não a causa.

O duro é agüentar a mentirada, a cara de pau e o ridículo de alguns candidatos que não sabem diferenciar legislativo do executivo e do judiciário. Olhe com atenção algumas propostas de homens e mulheres que posam como sérios, preparados. E alguns já estão há muitos anos na política.

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