Custa-me crer nos absurdos que acontecem no Brasil. Mas, a verdade dos fatos é indiscutível: o MEC adota livro como objetivo de ensinar a falar e a escrever errado.
Não tenho o menor interesse em discutir conceitos de dialetologia ou de sociolinguística com os autores, pois sei que o projeto não obedece a interesses científicos, mas políticos. Vi, em um telejornal, a Profa. Heloísa Ramos, corajosamente, adequando conceitos e princípios linguísticos para justificar o nefando projeto do MEC, e sua concordância com tão escandaloso equívoco. Não me interessa refutar os argumentos equivocados da Professora, pois ela é só instrumento da política educacional do governo petista e está sendo paga para fazer seu papel.
Deixo que o Prof. Evanildo Bechara dê a lição que a Professora e demais autores não aprenderam na Universidade.
O que me interessa é chamar a atenção para o bem organizado projeto de condenação dos alunos que passam e passarão pelo sistema público de educação. Falando e escrevendo errado o vernáculo, os estudantes de hoje e do futuro não terão oportunidade no mercado de trabalho e nem de crescimento intelectual. Falando e escrevendo “nós pega o peixe”, eles jamais serão engenheiros, médicos, vendedores, advogados, porteiros, enfermeiros, professores, jornalistas, bancários e mais muitas outras profissões e empregos lhes serão impossíveis.
Não tenho notícia de que haja ou tenha havido algum governo de algum país que planejasse e implementasse projeto tão cruel, como se isso pudesse ser apelidado de projeto educacional. O Brasil consegue ser surpreendente e nefasto com um discurso pretensamente politicamente correto.
Com pompa e circunstância, o MEC do governo petista quer assegurar que os futuros cidadãos fiquem privados de empregos, de crescimento intelectual, de relações culturais; no futuro, o MEC deseja que os brasileiros estejam no estado de barbárie linguística e sejam incapazes de entender um edital de concurso, por exemplo; salvo se o edital informar que “os candidato deve apresentarem os seguinte documento”.
Nem Hitler, com sua mente diabólica e homicida, realizou um projeto desse tipo para dominar a juventude nazista, ganhando simpatias e aplausos dos pouco letrados daquela época.
Com pompa e circunstância, em uma palhaçada do politicamente correto, o governo petista organiza um exército de futuros adultos privados de proficiência no vernáculo, cuidadosamente preparado no sistema público de ensino, que servirá aos interesses do estado brasileiro que está sendo forjado desde 2003, em conformidade com as lições Gramsci.
Revolução?! Não! O PT não faz revolução; molda a sociedade que deseja manipular contaminando o sistema público de ensino com sua proposição populista de “respeito” à linguagem popular e familiar e coloquial das camadas menos escolarizadas atualmente. O governo petista, calmamente, pretende criar milhões de brasileiros que, quando chegarem à vida adulta, serão incapazes de ler e entender um jornal, uma revista e, principalmente, um livro de História, escritos em vernáculo. Esses futuros adultos não terão competência para apreciar Machado de Assis, Graciliano Ramos, Drummond, Vinicius, Érico Veríssimo e outros. E os ilustres autores do livro perverso, como bons peões do governo petista, poderão perguntar: “E quem precisa apreciar a Literatura elitista, golpista, burguesa?” – “Por que os adultos do futuro precisarão ler um livro de História, se eles não terão direito a discutir os fatos históricos, pois viverão apenas com as informações divulgadas na forma de “os cidadão deve comparecerem ao comício da liderança nacional, para que todos escute as verdade a serem revelada.”
Bem sei que as boas escolas privadas jamais cairão nessa farsa de ser válido ensinar a falar, a ler e a escrever errado, como princípio pedagógico. Quem puder colocar seus filhos em boas escolas particulares, terá salvo parte dos futuros adultos da barbárie linguística. Então a Literatura elitista, golpista e burguesa de Machado, Graciliano, Drummond, Érico, Cecília Meireles e outros ainda terá alguns leitores. Jornais e revistas elitistas, golpistas, burgueses, que usarem a correção da Língua Portuguesa ainda poderão ser lidos e as notícias serão compreendidas por alguns futuros adultos.
Não resisto e mando um recado para a ilustre Profa. Heloísa Ramos e demais autores: vocês ouviu os galos cantar e não sabe onde está os galo. Vocês nada sabe de níveis de linguagem. Vocês não entende nada da função da escola. Mas, vocês compreende perfeitamente esse meu recado escrito no dialeto do MEC petista, usado no livreco de ocês. Se vocês quiser me responder, por favor, escreva na Língua Portuguesa que seus professor dos tempo antigo e ultrapassado tentaram ensinar a vocês.
Linguagem é poder. A equipe de autores desse maldito livro sabe disso; por isso, aceitou servir de instrumento para o governo petista. Com seu tristemente brilhante trabalho, os ilustres autores tornaram a tarefa do professor de português uma atividade inútil: ninguém precisa ir à escola para aprender a falar e a escrever “a gente fomos, mas o pessoal saíram”.
È uma pena que tal crítica não passe pela análise da ciência linguística, ou... Pelo bom senso. Tal opinião está em voga: alguns limitados professores reiteram tal discurso. e o fizeram tão logo ouviram a notícia (minimalista e tendenciosa, nos jornais - TRATA-SE DE UM LIVRO PARA JOVENS E ADULTOS. - Sou prifissional dessa modalidade. Confrontar tal fata é confrontar Paulo Freire e, inclusive, Brechara, que prima pela gramática discursiva: receber um aluno cujo contetxo de convivência social não o rotula como um cidadão portador de deficiências, mas valoriza sua fala, eleva sua auto-estima, É a crença em ser ouvido que nos leva a analisar o meio, o contexto e a nossa necessidade de melhorar - inclusive na fala (esse raciocínio se aplica aos que são massacrados pele selo da marginalidade social. E essa é a proposta de ações que já estão nas salas da EJA há muito... E muito bem sucedidas. Também não examinei o livro, portanto, não farei uma análise da situação como um todo. Mas posso falar, como profissional da modalidade, sim. O livro JAMAIS deveria ter sido analisado por crianças ou pelos professores da escola formal. a Educação de Jovens e Adultos tem suas especificidades como modalidade de ensino. A criança - em formação- é perfeita para absorver o correto, seja no falar de seus familiares, seja no livro; A autora não escreveu para as crianças e nem para a escola tradicional! Não sei se a autora determina APENAS que tal estrutura é correta e terminal. Suponho que não, visto que é professora e sabe do dinamismo do "aprender a falar". - Quero presumir que a partir ddo proposto, criar-se-ão as condições para - uma vez que o aluno não temerá falar ou escrever "errado" e esconder-se do julgamento do professor, do colega, da sociedade... Tenha então condições para progredir. É uma vergonha ver tanta gente - desde os jornalistas até o colega professor e o vizinho que mal terminou o Ensino Médio fazer juízo de algo sobre o que tão pouco se esclareceu... Lamentável. Talvez, se tais pessoas precisassem lidar com os menos privilegiados, para quem o falar é um rótulo de marginalidade, elas entendessem... Repito: não faço juízo do livro. Lamento o tratamento minimalista que recebeu. E sei que cientistas diversos estão debruçados sobre tais questões - e repito; O LIVRO É PARA ADULTOS QUE NÃO TÊM ESTUDO! ESTÁ ESCRITO NA CAPA!!!!! - QUE ELE SEJA AVALIADO NO TODO, E,PRINCIPALMENTE, EMPIRICAMENTE. Respeitaria opiniões (sociais, políticas, apolíticas, leigas...) se partissem de bases sólidas do conhecimento. O contrário. é algo que apenas lastimo. Quisera a mesma ênfase se desse4 ao Novo Código Florestal - tanto pela empresa - por opinadores diversos - quanto pela sociedade. Alí, sim, falando certo ou desviando-se da norma, nosso planeta/país está perdendo feio... E, atenção: copiar umato criminoso é crime (e não erro); copiar o falar do meio social ao qual pertence uma dada pessoa é desvio da norma padrão (e nãio "erro"). Ser cognitivamente competente para analisar um fato, saber falar e não preparar-se para fazê-lo aí, sim, eis o erro.
ResponderExcluirRespeitosamente. Prof. Lúcia.
Aproveito para dizer estar ciente dos desvios de norma que cometi no texto anterior. Ainda assim, no calor da campanha, fico feliz de tê-lo feito e - suponho - fui compreendida. Quanto ao meu querido poeta e conterrãneo: Salve! Um texto que observa a alma humana tardará a morrer. 'O Bicho" mais do que a fome das víceras fala da fome da alma. Prof. Lúcia (O texto é usado em minhas aulas de EJA, bem como Patativa do Assaré e Asceso Ferreira - Seria o caso de aposentar tais desses nomes que imortalizaram o "erro" ???? )É uma reflexão, o que proponho. Não é um desafio. Sinceramente. Prof. Lúcia.
ResponderExcluirAPÓS MINHA TERCEIRA LEITURA DO SEU TEXTO, ACRESCENTO EM LETRAS GARRAFAIS, COMO O GRITO QUE GOSTARIA DE EMITIR: O FUTURO DA NAÇÃO NÃO ESTÁ AMEAÇADO. O LIVRO É PARA ADULTOS QUE FORAM PRIVADOS DA ESCOLA, NO PASSADO DA NAÇÃO.
ResponderExcluir(CONFORME CONSTA DO PROJETO DO MEC E DA INFORMAÇÃO DE CAPA DO MATERIAL) E TAL RECURSO - TRATADO COM DESVIO DE QUALIDADE E DE FORMA DEFICIENTE E INCOMPLETA - SERVE PARA NÃO FAZER SEU USUÁRIO - ELES E NÃO AS CRIANÇAS DA NAÇÃO - SENTIREM-SE COMO "OS CONDENADOS AO SILÊNCIO" ATÉ QUE APRENDAM A FALAR E A ESCREVER COM "PERFEIÇÃO" DIGNA DOS BEM FORMADOS CIDADÃOS.
LAMENTÁVEL QUE TAL PODER DE RETÓRICA TENHA EMERGIDO DA MAIS PURA FALTA DE INFORMAÇÃO... ESPERO AO MENOS A CORAGEM DE MANTER POSTADOS OS MEUS COMENTÁRIOS (DESSA VEZ, COM MELHOR QUALIDADE NO RESPEITO À GRAMÁTICA NORMATIVA, POR TER CONTROLADO A MIINHA IN-DIG-NA-ÇÃO...)
PROFESSORA LÚCIA.
P.S.: PENSEI EM POSTAR O E-MAIL, MAS PREFIRO MANTER CAUTELOSA DISTÃNCIA DE TÃO EFICIENTE JURISPRUDÊNCIA DO ERRO, DO ENGANO E DA ALIENAÇÃO.
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