Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

E NOS MEUS 47 ANOS ...



De ressaca pelas noites não dormidas, pela praia não curtida, pela convivência com filhos relegada, tinha decido desistir da política. Ou, pelo menos, fazer dela apenas um mero assunto para discussões triviais...

Mas parece que o sangue que corre nas veias ainda me mantém uma mulher que hoje faz 47 anos me sentindo convicta e obrigada a não desistir. Seguirei no mundo real, até muito mais do que no mundo virtual, esbravejando contra as agressões à Família (como agora essa história de casamento de iguais),à História da Pátria, às instituições e, principalmente, à Verdade.
Numa boa. Bem que eu desejaria um governo politicamente honesto pelas mãos da primeira mulher mandante. Há milhões de pessoas na fila de uma esperança acalentada nas procelas do sonho ainda sonhado. Há combatentes doutras jornadas jogando todas as suas quimeras nesse porvir.
Quando digo politicamente honesto, falo da conjugação entre discurso e ação, da coerência entre a retórica dos palanques e o exercício real do poder.
Eu bem que queria viver apenas para as flores do meu jardim que começam a florir, para colher frutas na praça perto de minha casa, para ir a igreja...
Mas, pelo visto, pelas cores dos figurinos e dos cenários, não terei direito ao silêncio, às distrações dos cabelos brancos.Terei sim, e assim seja, de manter-me entrincheirada no front dos indomáveis.

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