Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

QUERIA SER ESQUERDISTA


 

Não sou de direita por opção. Aliás, nem sei se este pode ser considerado um blog "de direita", já que não prega nenhum tipo de ação política concreta, não apóia nenhum partido, não tem programa ou manifesto, não gosta de violência nem pretende ser a voz de nenhuma outra pessoa além da da blogueira infeliz.

Eu realmente gostaria de ser de esquerda. Ser de esquerda é mais fácil. Não seria maravilhoso se não houvesse nenhuma diferença entre os vários povos, culturas, e religiões, e todos pudessem ser perfeitamente integrados sem conflito em todas as partes do globo? Não seria lindo se descobríssemos que para solucionar a pobreza basta tirar o dinheiro dos ricos e criar um estado autoritário que como um bom pai o redistribua para o restante da população? Não seria demais se todos os problemas pudessem ser simplesmente resolvidos com mais impostos? Não seria incrível se todos pudessem ser livres para fazer o que bem entendem, sem que isso causasse nenhum tipo de conseqüência negativa no restante da sociedade? Não seria fantástico se as guerras pudessem ser evitadas e substituídas pelo diálogo pacífico ou por jogos de dominó? Não seria legal se pudéssemos preservar a Natureza com uma energia super-limpa que é inesgotável, não polui e não faz mal a ninguém? 


Só há um único problema com essa visão: ela é falsa, como uma nota de três dólares. 


A visão de mundo da direita é mais deprimente, de certa forma. Assume que nem tudo é cor-de-rosa, não existem unicórnios e as fadas cobram por hora. 
 
Eu queria acreditar que um outro mundo é possível! Que a burguesia é malvada e os pobres são puros de coração. Só que não acredito, não adianta. A infância passou. 


Ser de esquerda é ser eternamente criança, viver em um mundo de fantasia. A esquerda é incapaz de reconhecer os problemas mais óbvios que a sociedade enfrenta. Como não relacionar o consumo de drogas com o crime? A esquerda consegue. 
 

Fui levada à direita pela via do realismo, como aqueles que foram "assaltados pela realidade", por assim dizer. Mas acho que ainda preferia não ter sido assaltada...


Tampouco tinha a intenção expressa de me dedicar a um blogue sobre política. Eu gosto é de poesia, não de política, mas precisava de um local onde comentar as notícias lidas por aí, e hoje não é possível fazer isso em uma mesa de bar. A esquerda, afinal, sempre dominou os bares... 


Mas quem sabe? Nunca perco o ânimo. Leio cotidianamente o blog do Sakamoto na esperança que um dia ele vá me convencer.

Eu quero ser de esquerda!!!!!

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