Não parece estranho que o deputado Jair Bolsonaro tenha sido convidado para uma entrevista que o expôs ao ridículo e sem direito de resposta?
Goste-se ou não de Jair Bolsonaro, o deputado tem sido o único que foge ao lugar comum de dizer ‘sim senhor’ a todas as políticas do Governo Federal, sempre criticando o movimento gay, que se utiliza espertamente do homossexualismo como plataforma política.
É, ao que se sabe, um dos pouquíssimos a dar a cara a tapa sistematicamente, dando voz a seus eleitores, denunciando o tal kit anti-homofobia, rebatizado de kit-gay, a ser distribuído às crianças do ensino fundamental. Ora, se o tal material produzido pelo governo é inofensivo, pouco polêmico, realmente pedagógico, por qual motivo o próprio governo não se antecipa e apresenta à sociedade o conteúdo de tal material, preferindo fazê-lo às escuras?
Quanto ao formato da entrevista ao CQC, trata-se de algo altamente capcioso. Inicialmente, os entrevistadores preparam a sensibilidade da platéia para o que vão assistir a seguir, como se fossem monitores daqueles passeios para crianças, “olhem, cuidado”, “não chegue perto da jaula, olhem de longe”, “não encarem o bicho nos olhos”, etc e tal. Depois o entrevistado responde a perguntas claramente guiadas para ajudar na sua difamação, tais como os clichês, “o senhor gostaria da volta da ditadura?”, “o que o senhor faria se descobrisse que seu filho é gay?” e coisas assim, como se o deputado tivesse a obrigação tácita de afirmar como o fez o jogador Toninho Cerezo, a respeito de seu filho tornado filha, “ah, eu o amaria da mesma forma”.
Ora, democracia é também poder falar o que se pensa, que o diga o ex-presidente, que sempre falou o que pensava (se é que o fazia nessas horas) por mais impróprio que fosse e nunca foi importunado em um milésimo do que o Deputado Bolsonaro o foi e está sendo.
Bolsonaro pode ser considerado rude no seu linguajar, mas não idiota. Sua última resposta está claramente sem sentido, mostrando que respondeu ao que não ouviu, (leia esclarecimento em seu website (http://www.bolsonaro.com.br/), tendo respondido por automatismo talvez, equivocadamente na seqüência temática da pergunta anterior.
Daí para o pelourinho foi um passo. Não pediram esclarecimento algum. Já tacharam artificialmente o deputado de racista e homofóbico declarado, o que viria a calhar para desmoralizá-lo por completo.
Quando Lula, então candidato à presidência afirmou que a cidade gaúcha de Pelotas “era pólo exportador de viado”, referindo-se aos homossexuais da forma mais desairosa e como um produto de exportação, a ABGLT não disse nada. A UNESCO, se soube, ficou em seu lugarzinho, pois Lula é Lula. A OAB também se calou.
Verdadeira peça de chanchada este episódio todo. A esquerda e seus macacos amestrados na mídia criam uma bela cortina de fumaça enquanto o país vai afundando no estrume da corrupção, com a vantagem extra de apresentar Bolsonaro como um legítimo representante da direita, aquele velho fantasma que de vez em quando é sacado do baú quando querem encobrir alguma sujeira que estão cometendo - que tal se os sabujos do CQC fossem perguntar ao Silvio Santos sobre o esquemão do banco Panamericano, só para variar, hein?

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