Vivemos um faz-de-conta quando se trata de políticas de combate ao tráfico e de assistência ao dependente, que, ao invés de ser encaminhado a tratamento ao ser pego pela primeira vez, simplesmente assina um “termo de compromisso” de que não voltará a usar drogas. É cômico, pra não dizer patético.
O sistema bate cabeças e age como barata tonta na busca de eficiência nas ações contra as drogas é a enorme quantidade de projetos de lei versando sobre o tema em tramitação no Congresso. São propostas de especialistas, estudiosos do assunto, simples curiosos, palpiteiros. Tem de tudo um pouco. Se gasta enorme soma de dinheiro para discuti-las, colocá-las em execução, se aprovadas, e na maioria das vezes para nada.
Passando atestado de incapacidade de combater o mal, algumas autoridades até sugerem a liberação do uso de drogas. O que se pretende com isso? Quais seriam os resultados positivos da medida? Não é andar na contramão, quando os especialistas são unânimes em apontar os males que elas causam à saúde?
Os questionamentos são vários e as vozes em discordância também, incluídas outras igualmente autoridades e também especialistas. E, na falta de um consenso, vamos dando cabeçadas e enxugando gelo (expressão muito usada pela Polícia Militar, e com razão, para exemplificar suas dificuldades no combate ao crime num País em que expressiva parcela de conhecidos criminosos permanece nas ruas infernizando a vida das pessoas).
Eu também não tenho a receita. Mas, sei que muitos ainda se arrependerão amargamente por nada terem feito. E sei também que as drogas ainda farão milhares de novos infelizes e darão muito trabalho à sociedade, às famílias, às polícias e ao Judiciário.
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