Desde domingo, o Rio vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo, é uma reação à política de Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, na qual a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos.
Em toda a região metropolitana, foram 30 os veículos incendiados somente durante o dia de ontem. Pouco antes das 16h, a PM informou que prendeu durante o dia 11 suspeitos e apreendeu 3 galões de gasolina, 6 dinamites e 6 espoletas. Oito pessoas morreram.
Pouco depois das 15h, a ação policial na Vila Cruzeiro provocou fuga em massa de criminosos da comunidade. Sob ataque da polícia, eles fugiam por uma estrada no alto da favela a pé, em motos e picapes. Imagens gravadas de um helicóptero pela TV Globo mostraram mais de cem homens entrando fortemente armados na mata, numa via que seria um dos acessos para o Conjunto de favelas do Alemão. Assim que chegaram do outro lado, os bandidos ocuparam vielas e barracos no alto do morro, queimando pneus para fazer cortinas de fumaça que dificultassem a ação da polícia.
Mais de uma hora depois de a polícia entrar na Vila Cruzeiro, na Penha, no subúrbio do Rio, a megaoperação ganhou reforço para uma nova fase na ocupação. São mais de 200 policiais civis, três blindados da Marinha e quatro caveirões do Bope. E mesmo com uma megaoperação no local, dois criminosos em uma bicicleta jogaram um artefato explosivo no Largo da Penha.
Presos são transferidos sob forte esquema de segurança
Sob um esquema rígido de segurança, que reuniu policiais rodoviários federais, agentes penitenciários e policiais federais do Rio de Janeiro e Paraná, 13 presos deixaram a Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná, e foram encaminhados para a unidade federal de Porto Velho (RO). Entre eles estão Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, Jorge Edson Firmino de Jesus, o My Thor, e o Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, acusado de matar o jornalista Tim Lopes, em 2002.
Marcinho VP e My Thor estavam em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) desde meados de outubro, quando a mulher de um preso foi detida com cartas para ambos, em que integrantes de facções criminosas do Rio pediam autorização para agir contra as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). A mulher foi presa e as cartas foram interceptadas, mas as autoridades não descartam a possibilidade de que as ordens para a violência no Rio desde o fim de semana partiram de Catanduvas.
Os presos percorreram os cerca de 60 quilômetros que separam Catanduvas do aeroporto de Cascavel em dois veículos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). As últimas revistas pessoais em cada um foram feitas no banheiro do aeroporto, que teve as portas fechadas por questões de segurança. Eles embarcaram no mesmo avião da Polícia Federal (PF) que, durante a madrugada, levou dez presos do Rio para Catanduvas.
De acordo com o diretor do presídio paranaense, Fabiano Bordignon, há uma prática de rodízio de presos entre as penitenciárias federais, de forma que não fiquem mais de dois ou três anos em cada uma. Segundo ele, “não existe isolamento 100%” nas penitenciárias, em razão das possibilidades de visita. Mas, mesmo assim, acentuou que o sistema “funciona, e funciona muito bem”.
E o povo brasileiro pagando a conta dos aviões!!! E o solo do Paraná querido sendo maculado por estes terroristas!!!
Que o governador do Paraná devolva para o Rio de Janeiro o lixo que lhes foi enviado de suas praias lindisssímas e de seus morros de cartão postal!
E tenho dito.
E tenho dito.
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