Não têm sido poucas as mensagens que recebo de leitores deste blog.
Quando faço críticas ao atual governo, recebo mensagens de todo tipo: apoio entusiástico e repúdio estridente. Os mais mal-educados (seguindo o formato do patrão) usam e-mails falsos.
Há, é claro, entre aqueles que não concordam com o que digo aqui, os que escrevem para fazer, educadamente, observações pertinentes, perguntas instigantes e bem estruturadas. A mais recente delas, a propósito, vem do leitor R.S que, quis saber “quais os nomes que eu indicaria para ocupar o Planalto, em vez da gentalha” que se encontra lá atualmente".
A pergunta me pegou de surpresa, porque parecia ser algo que você não precisa de pensar para responder, mas não era. A política é muito mais complicada e criminalizada do que se imagina, e a partir daí minhas opções foram drasticamente reduzidas. Há também o problema da legislação em vigor, que não permite que qualquer um se candidate sem estar filiado a um partido e observe os prazos definidos pelas regras do “jogo eleitoral” (aspas propositais).
Com isso, o universo ficou reduzido aos atuais postulantes com seus nomes nos jornais. O nome que é mais jogado no ventilador é o de Dilma Vanda Luiza Estela Henriqueta Patricia Soledad Regina Etc Rousseff, ex-terrorista e assaltante, hoje reduzida a mera falsificadora de diplomas e pseudo-gerente do Programa de Aceleração da Corrupção. Sua suavidade e candura rivalizam com as de um elefante dentro de uma loja de cristais – traço, aliás, que ela usa para mascarar sua ineficiência gerencial, como se viu em Copenhague, há poucos dias, onde ela afirmou que o meio ambiente é a maior ameaça ao desenvolvimento.
Outro nome é o de José Serra, atual governador de São Paulo e ex-ministro da Saúde do governo FHC. Conhecido por sua irritabilidade e mania de passar as noites em claro disparando mensagens eletrônicas...
Restam os coadjuvantes, Ciro Gomes e Marina Silva. De Ciro, intempestivo, não há muito o que falar. Mesmo sem a obsessão pelo direito do consumidor, ele encarna a figura do Ralph Nader brasileiro – aquele que entra só para roubar votos dos outros candidatos, confundir as expectativas, nunca para ganhar.
De Marina Silva, o seu samba de uma nota só (“E”, de ecologia), cansa! Fica em cima do muro quando questionada sobre um ponto polêmico, a descriminalização da maconha, defende que o tema seja debatido e decidido após um plebiscito com a população. “Como é uma questão bastante polêmica, com uma complexidade muito grande, o que eu defendo para essa questão e a questão do aborto é a realização de um plebiscito. Não vou fazer um discurso do senso comum, satanizando quem defende o aborto e a descriminalização da maconha”, disse.
É do jogo político brasileiro que todos os mencionados acima, em maior ou menor número, possuam esqueletos guardados dentro do armário – exceto Dilma Vanda Patricia Luiza Estela Soledad Henriqueta Pafúncia Etc Rousseff, cujos esqueletos estão bem documentados. Toda essa dança dos ossos irá compor a eleição de 2010, com a usual baixaria.
Dito isto, meu caro R.S e demais leitores , chego à conclusão de que a única candidata isenta, sem esqueletos no armário, sem processos nas costas, sem panetones na despensa, sem contas a ajustar com o fisco, desejosa e com coragem suficiente de levar o Brasil adiante sem cobrar propinas, rumo ao seu inegável e impostergável destino de grandeza… sou eu. Mas… a não ser que os leitores do blog promovam uma alteração na legislação atual e me “convoquem”, não poderei tirar o Brasil da escatológica posição deixada pelo atual desgovernante.

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