Substantivo feminino. Sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma ação vergonhosa.

Sou uma mulher que não escreve para agradar. Escrevo o que considero correto porque ouço gemidos. São os gemidos dos pobres, dos excluídos de toda sorte que ecoam em meio à indiferença e à insensibilidade da sociedade e das autoridades constituídas que têm a responsabilidade de servir ao bem comum.

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

Léa Miranda Acácio. Muito prazer!

UM SELINHO EM MEUS LEITORES


Não têm sido poucas as mensagens que recebo de leitores deste blog. 

Quando faço críticas ao atual governo, recebo mensagens de todo tipo: apoio entusiástico e repúdio estridente. Os mais mal-educados (seguindo o formato do patrão) usam e-mails falsos.

Há, é claro, entre aqueles que não concordam com o que digo aqui, os que escrevem para fazer, educadamente, observações pertinentes, perguntas instigantes e bem estruturadas. A mais recente delas, a propósito, vem do leitor R.S que,  quis saber “quais os nomes que eu indicaria para ocupar o Planalto, em vez da gentalha” que se encontra lá atualmente".

A pergunta me pegou de surpresa, porque parecia ser algo que você não precisa de pensar para responder, mas não era. A política é muito mais complicada e criminalizada do que se imagina, e a partir daí minhas opções foram drasticamente reduzidas. Há também o problema da legislação em vigor, que não permite que qualquer um se candidate sem estar filiado a um partido e observe os prazos definidos pelas regras do “jogo eleitoral” (aspas propositais).

Com isso, o universo ficou reduzido aos atuais postulantes com seus nomes nos jornais. O nome que é mais jogado no ventilador é o de Dilma Vanda Luiza Estela Henriqueta Patricia Soledad Regina Etc Rousseff, ex-terrorista e assaltante, hoje reduzida a mera falsificadora de diplomas e pseudo-gerente do Programa de Aceleração da Corrupção. Sua suavidade e candura rivalizam com as de um elefante dentro de uma loja de cristais – traço, aliás, que ela usa para mascarar sua ineficiência gerencial, como se viu em Copenhague, há poucos dias, onde ela afirmou que o meio ambiente é a maior ameaça ao desenvolvimento.

Outro nome é o de José Serra, atual governador de São Paulo e ex-ministro da Saúde do governo FHC. Conhecido por sua irritabilidade e mania de passar as noites em claro disparando mensagens eletrônicas...

Restam os coadjuvantes, Ciro Gomes e Marina Silva. De Ciro, intempestivo, não há muito o que falar. Mesmo sem a obsessão pelo direito do consumidor, ele encarna a figura do Ralph Nader brasileiro – aquele que entra só para roubar votos dos outros candidatos, confundir as expectativas, nunca para ganhar.

De Marina Silva, o seu samba de uma nota só (“E”, de ecologia), cansa! Fica em cima do muro  quando questionada sobre um ponto polêmico, a descriminalização da maconha,  defende que o tema seja debatido e decidido após um plebiscito com a população. “Como é uma questão bastante polêmica, com uma complexidade muito grande, o que eu defendo para essa questão e a questão do aborto é a realização de um plebiscito. Não vou fazer um discurso do senso comum, satanizando quem defende o aborto e a descriminalização da maconha”, disse.

É do jogo político brasileiro que todos os mencionados acima, em maior ou menor número, possuam esqueletos guardados dentro do armário – exceto Dilma Vanda Patricia Luiza Estela Soledad Henriqueta Pafúncia Etc Rousseff, cujos esqueletos estão bem documentados. Toda essa dança dos ossos irá compor a eleição de 2010, com a usual baixaria.

Dito isto, meu caro R.S e demais leitores , chego à conclusão de que a única candidata isenta, sem esqueletos no armário, sem processos nas costas, sem panetones na despensa, sem contas a ajustar com o fisco, desejosa e com coragem suficiente de levar o Brasil adiante sem cobrar propinas, rumo ao seu inegável e impostergável destino de grandeza… sou eu. Mas… a não ser que os leitores do blog  promovam uma alteração na legislação atual e me “convoquem”, não poderei tirar o Brasil da escatológica posição deixada pelo atual desgovernante.



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